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henrique sergio
  OT Bélgica (tática) - somente para quem curte.

Desde 01/2007 • 11 anos de CANAL
Fortaleza/CE

Garrincha


Em 08/07/2018 às 08:47

Meus amigos,

Sempre gosto de acompanhar análises táticas e observar posicionamentos em campo nas fases defensivas e ofensivas do Botafogo e seus adversários, ou seja, não sou um profissional da análise, sou um torcedor apaixonado mais frio que não grita gol por fora e busca causa e efeito para cada lance de sua paixão. Porém, Copa do Mundo, Botafogo parado, assisti jogos da Copa.

Juro, não me decepcionei com a queda do Brasil, como não me decepcionei com a queda da Alemanha ou a queda da Espanha, Argentina, Portugal e outras tradicionais equipes (não assisti as eliminatórias com os tropeços de Holanda e Itália), pois vi equipes presas a esquemas e prendendo seus valores a esquemas herméticos (Alemanha, Brasil, Espanha, Uruguai) ou soltando seu astro principal para operar livre nos espaços abertos por esquemas herméticos aplicados aos demais jogadores da equipe. Os supertreinadores se confrontaram e estão caindo.

Números..., como os odeio. A copa foi dominada por números, os futebolistas e os jornalistas transitavam livre por esses argumentos e nenhum deles dominavam essa explanação, ficando totalmente desconfortáveis ao recitarem o jogral de formas diferentes em cada um dos programas, principalmente quando o tema era Bélgica.

442, 4231, 4141, 433 eram as transições dedicadas ao Tite. “O Brasil possuía peças inteligentes e que sob a batuta de seu Aldenor mudava o esquema conforme a necessidade do jogo”. Ouvi isso muitas vezes, com muitos boleiros e treinadores contratados se referindo à máquina montada por Tite de completa obediência tática.

O dia mais interessante que assisti foi quando tentaram entender o futebol do grupo da Inglaterra e Bélgica. Na mesa dois treinadores renomados, Cuca e Seedorf e um estreante, Petkovic (a quem acho asqueroso, tendencioso e arrogante). Todos entendem futebol. Todos não entendem de comunicação com o telespectador e a necessidade de falar em números, que muitas vezes não se aplicam. Seedorf, Cuca e os demais da mesa afirmavam que era as duas únicas seleções que jogavam com líberos, enquanto o Sérvio dizia que eles não jogavam com líberos. Os demais retrucaram...jogam sim com um líbero, são três zagueiros...um é líbero, o do meio. Petkovic respondia que eles escalavam 3 zagueiros em linha, nenhum recuava em cobertura, o líbero era o goleiro e sempre tinha um quarto jogador que recuava fazendo linha de quatro.

Eles não conhecem futebol?

Claro que conhecem e muito

Assistiram jogos diferentes?

Não, estavam juntos na mesma bancada após o mesmo jogo

Eles batem cabeças assim nos vestiários para explicar a distribuição aos seus comandados?

Não, a linguagem é diferente e sem números, pois a visão é dinâmica e espacial.

O problema era como explicar aquilo ao telespectador em uma linguagem tática dinâmica atrelada a números obtidos em fotografias estáticas obtidas em momentos de jogo.

Nós fomos viciados a acreditar que comentarista entendia do que falava (tome Galvão Bueno explicando Fórmula 1, futebol, ginástica olímpica e MMA). Os bordões não mais diziam nada.

BRASIL e BÉLGICA

Quem é Bélgica?

Joga no 352. Courtois; Alderweireld, Kompany, Verthonghen; Meunier, Witsel, De Bruine, Fellaini; Chadli, Lukaku e Hazard.

Foi assim? Não.

Um breve histórico sobre a Bélgica:

Seu treinador, Roberto Martinez começou sua carreira outro dia, em 2007, Swansea City, levou a equipe ao título da terceira divisão inglesa e na temporada seguinte quase levou o Swansea para a primeira divisão. Foi considerado o futebol mais inovador do período dos blocos compactos e com seus resultados foi contratado pelo Wigan Athletic. Pelo Wigan foi campeão da Copa da Inglaterra superando o Manchester City, feito extraordinário, para em seguida amargar um rebaixamento. Passou 3 anos no Everton até ser contratado pela Seleção Belga.

Mal comparando, o histórico do Espanhol é semelhante ao histórico, por exemplo, do Fernando Diniz. Imaginem o Brasil convidando Fernando Diniz para treiná-lo? Por que fariam isso? O que desejavam com isso? O que Henry faz sentado ao seu lado como auxiliar técnico (O francês possui muito mais nome que o espanhol)?

Uma proposta de reforma.

A Bélgica não poderia ser nada mais que mais uma seleção européia jogando igual às demais. Tinha que tentar o pulo do gato.

Mas não se faz experiências em seleção...”faz sim”

O grupo da Bélgica nas eliminatórias da Copa: Bélgica, Grécia, Bósnia, Estônia, Chipre e Gibraltar. A Bélgica ganhou todos os jogos, a maioria por goleada, empatando apenas um, com a Grécia, em casa, no começo da caminhada. Foram 43 gols marcados contra 6 sofridos.

Nos amistosos, venceu a Rússia em 2016 por 3x1, em 2017 perdeu para a França por 2x0, em 2018, 0 x 0 com Portugal e goleadas contra Costa Rica, Arábia Saudita e um jogo tranqüilo contra o Egito.

Seu grupo na copa já estava definido antes de começar, pois além da tradicional Inglaterra, enfrentaria Tunísia e Panamá. 5x2 e 3x0, respectivamente. Enfrentou o primeiro desafio contra o Japão e se assustou, mas veio a se impor ao final com a vitória de 3x2.

Sim, seu esquema estava aprovado após 20 jogos de preparação. O esquema da Bélgica e de Martines era o mesmo de Zagalo na copa de 70, coloca os melhores para jogar. Como cada um rende melhor? Vamos dar condições para que ele jogue melhor, vamos criar algo para eles.

3 zagueiros verticais? Ficção, sempre um ala/lateral ou volante recompunha a linha defensiva de 4 ou as vezes 5.

Nada de “1” entre linhas, não precisava, com 3 zagueiros centralizados e explosivos, ninguém infiltrava com facilidade no entrelinhas.

Mas e a cobertura deles? Eles estavam avançados... Courtois tem 2 metros, atuava avançado e não sofria lances por cobertura. Nos pés era sério, com chutões.

Volantes? Para quê? Witsel era a saída de bola, De Bruine a armação, Fellaini era volante e centroavante.

Os alas? Só um Chadli que possibilitava a total liberdade a Hazard, pois Meunier se colocava como quarto homem da zaga e meia ao mesmo tempo.

O ataque era Lukaku na direita, Chadli na esquerda, Hazard onde quisesse e o volante Felaini chegando no comando como se centroavante fosse.

Lukaku, gigante leve que não queria ser fixo e ninguém era.

Um 433? Muito mais que isso, muito mais. Era um bloco defensivo de duas linhas, mas as mais coladas da copa com os zagueiros mais à frente e os de frente mais atrás com capacidade de estocadas rápidas na retomada com apenas Lukaku solto para garantir o início do contrataque.

Na segunda fase, a retomada de bola, corriam Lukaku, Hazard e Chadli abrindo com uma seta ponteada por De Bruine por trás.

Na acomodação ou bola parada Felaini dobrava com Lukaku na frente Witsel com De Bruine na Armação, Hazard vez ao lado de Chadli no 2-1, vez ao lado de Meunier do outro lado.

Eles são bons e o esquema foi montado para potencializá-los.

No Brasil, o esquema foi o limitador.

Talvez, se a Bélgica tivesse riscos, tivesse mais dificuldades nas eliminatórias, não tivesse se estruturado dessa maneira, talvez...

Escrevam em números o esquema da Bélgica...os comentaristas não conseguem tamanha a dinâmica e dupla função de seus atletas.

A final da Copa será terça-feira.

Quero assistir e admirar.



 

camisa_7

Desde 05/2016 • 2 anos de CANAL
AC

Garrincha


Em 08/07/2018 às 11:52
 

primeiro tempo deles, segundo tempo do brasil..chutaram 4 vezes e fizeram 2 gols..o brasil chutou se nao me engano 9 vezes com perigo e acertou uma só..faltou mais pontaria, muito gol perdido numa copa da nisso, a copa nao perdoa...

Tuxo

Desde 03/2015 • 3 anos de CANAL
Belo Horizonte/MG

Profissional


Em 08/07/2018 às 12:58
 

Bela analise.. Acompanhei esse programa com Seedorf, Cuca e Pet.. Pet me parece totalmente sem visão de esquema tatico. Parece que não entende como o time é posicionado. 

Na minha humilde opiniao, essa histora de 4 1 4 1 , 4 3 2 1 , é tudo variação de 442 e 352, dependendo da composição com e sem a bola. 

Em 94, o Brasil jogava com 3 zagueiros e dois volantes, Mauro Silva era muito mais um zagueiro. E o Zinho nao jogava de meia, mas sim de atacante pelo lado esquerdo do campo. 

Assim como em 2002, tinhamos 3 zagueiros e tb dois volantes, mas tinhamos 2 meias brilhantes que chegavam ao ataque: Ronaldinho e Rivaldo.

Tb nao fiquei chateado com a eliminação. Pra mim, os times se equivalem, Belgica e Brasil, e a Belgica esteve num dia muito mais feliz. Contando ainda com a ajuda do Tite que mexeu MUITO mal no Brasil (a copa inteira , diga-se de passagem).

O Brasil fncionou muito bem nas eliminatorias com o meio composto por Casemiro (cão de guarda), Paulinho (sempre infiltrando, vindo de tras) e Renato Augusto (jogando de 2º volante, mas com qualidade e visão de jogo). 

Ao tirar o Renato e recuar o Coutinho, o Brasil perdeu na hora de povoar o meio campo, na qualidade de distribuição de jogada, já que o Paulinho recuou para segundo volante, sem a mesma qualidade com a bola no pe´.  E consequentemente perdeu nas opções de distribuição, ja que o mesmo Paulinho não se infiltrava mais.

Taticamente falando, escutar o clamor da imprensa e torcida, pra ver Coutinho, Neymar e William juntos, foi um tiro no pé. Aliado com a insistencia em jogadores que estavam mal tecnicamente durante maior parte ou toda copa (Jesus e William), tornou o Brasil previsível e dependente de brilhos individuais. O forte, que era o coletivo, sumiu. 

Nem falo da partida ruim do Fernandinho, que tb mal escalado (por falta de opção) foi muito mal individualmente. Nem mesmo a inoperancia de se levar Fred e Taison para passear na Russia.

Taticamente, Tite, que mudou a forma de jogar do Brasil, trocou os pes pelas mãos na Copa, e deixou o Brasil novamente refem de lampejos de individualidade do Neymar, que não esteve bem em momento nenhum na copa 



Hollow

Desde 04/2018
-/RJ

Nilton Santos


Em 08/07/2018 às 13:25
 

Bela analise Henrique, concordo com você

IN_FIRE

Desde 05/2011 • 7 anos de CANAL
Hell de Janeiro/RJ

Garrincha


Em 08/07/2018 às 14:24
 

Henrique, você faz muito bem ao Canal.

Eu acho que os treinadores brasileiros, de um modo geral, deveriam ser menos teimosos e passarem a estudarem mais sobre esquemas táticos. Mas não estou falando a respeito de "cursos de treinador", isso aí é ridículo. Tem gente que tem o dom e tem gente que não tem. O treinador brasileiro tem que ser humilde, chegar em casa e ler mais sobre o assunto. Conhecer a história do futebol, os primeiros esquemas, as evoluções dos esquemas.

Hoje o que se vê é o treinador brasileiro usando 3 esquemas mais populares entre os grandes da Série A e acabou. Muitas das vezes nem reconhecem o forte de cada jogador e por isso mesmo não colocam o jogador onde ele é capaz de render melhor. Querem um exemplo? Lindoso de volante. Já é o 4º treinador passando pelo Botafogo que adapta o Lindoso de volante. Não vai marcar bem e vai continuar sendo um ponto fraco na equipe.

Outra coisa que critico os treinadores brasileiros é que eles (alguns) até podem armar o time de forma correta, mas não sabem se aproveitar do erro do esquema adversário durante a partida ou não sabem MODIFICAR o esquema durante a partida conforme a necessidade surge. O que mais se vê hoje são os treinadores conseguindo 1 x 0 e depois já se fecham pra jogar no contra-ataque. Porque os próprios treinadores são reféns também da imprensa de merda, que valoriza muito mais um 1 x 0 chorado do que um 1 x 1 ou 2 x 2 bem jogado que o técnico não teve covardia, mas acabou tomando o empate.

Aqui está o ponto-chave: A IMPRENSA E O TORCEDOR BRASILEIRO SÃO AMBOS IMPACIENTES. O QUE O TORCEDOR QUER VER É O TIME GANHAR. NÃO INTERESSA SE O TIME TÁ JOGANDO BEM. O QUE IMPORTA É GANHAR. O QUE IMPORTA SÃO OS 3 PONTOS. JOGANDO MAL OU JOGANDO BEM, O QUE IMPORTA SÃO OS 3 PONTOS.

É claro que se pegar o Botafogo, com um time limitado que tem, o que importa, no momento, realmente, são os 3 pontos. Mas existem times com uma opção muito mais ampla de jogadores e nem por isso a gente vê um trabalho sendo feito de revolução de esquemas táticos. Porque não é isso que o torcedor quer ver. O torcedor que ver seu time ganhando, sempre. E cobra por resultados imediatos.

Mas é isso aí, gostei muito do tópico.

Depois do jogo da Bélgica contra o Japão, pensei que o Brasil levaria fácil essas quartas. Engano meu.



BOTAFOGO, BOTAFOGO,

UNIÃO:

NO PASSADO, NO FUTURO,

A CADA GERAÇÃO

BUSCA A JUSTIÇA EM CADA JOGO,

BOTAFOGO, TERÁS DE ENSINAR

QUE PARA VERMOS, A TUA ESTRELA BRILHAR

SERÁ PRECISO, CONTRA TODOS LUTAR

A BATALHA, ÁRDUA SERÁ,

MAS COM O NOSSO APOIO

HÁS DE SEMPRE CONTAR

 

 

  E O SEU “G” DE GLORIOSO É O QUE ASSENTE

QUE DE TODOS OS OUTROS FAZ-SE PRESENTE:

DIGNIDADE, A FIBRA DA TUA LUZ

QUE A SUA CHAMA PULVERIZE OS URUBUS

camisa_7

Desde 05/2016 • 2 anos de CANAL
AC

Garrincha


Em 08/07/2018 às 14:56
 

Tuxo, concordo plenamente com vc

henrique sergio

Desde 01/2007 • 11 anos de CANAL
Fortaleza/CE

Garrincha


Em 08/07/2018 às 19:38
 

Agradeço a quem entendeu a proposta do tema.
A questão é adaptar o jogador ao esquema? ou
Adaptar os esquemas aos jogadores?
Esse último se subdivide em um esquema para jogar em função de um jogador ou do grupo?
Mais ainda, adaptar o esquema ao adversário ou impor seu esquema ao adversário?
Por fim, há esquema para copa e esquema para pontos corridos?



 

Tuxo

Desde 03/2015 • 3 anos de CANAL
Belo Horizonte/MG

Profissional


Em 08/07/2018 às 19:47
 

Agradeço a quem entendeu a proposta do tema.
A questão é adaptar o jogador ao esquema? ou
Adaptar os esquemas aos jogadores?
Esse último se subdivide em um esquema para jogar em função de um jogador ou do grupo?
Mais ainda, adaptar o esquema ao adversário ou impor seu esquema ao adversário?
Por fim, há esquema para copa e esquema para pontos corridos? 

henrique sergio

Desde 01/2007 • 11 anos de CANAL
Fortaleza/CE

Garrincha


Em 08/07/2018 às 19:55
 

A Bélgica montou um esquema para a Copa, esse esquema funcionaria nos pontos corridos?
Tentando ver pelos olhos Belgas, Lindoso seria volante ao lado de De Bruine, Witsel e Felaini. Nenhum deles é volante de fato mas ocuparam a linha como se fosse e jogaram como armadores e atacantes quando com a bola.
Outra observação, a Bélgica não joga com 3 zagueiros, ela coloca 4 e até 5 na primeira linha defensiva avançada.





 

henrique sergio

Desde 01/2007 • 11 anos de CANAL
Fortaleza/CE

Garrincha


Em 08/07/2018 às 19:55
 

Nosso elenco atual (Botafogo)
Tem que jogar com pontas abertos, temos garotos velozes e habilidosos quando possuem espaços.
Porém nossa transição tem de ser mais ágil. Não há mais tempo para roubar a bola e tocar de lado.

Gosto da formação com Kieza e Aguirre, eles aproveitam bem as laterais do campo e permitem que se abra espaços para quem vem de trás assumir o comando de ataque.

O problema é esse jogador de meio com capacidade de infiltração. É característica de Luís Fernando, Marcus Vinícius e Renatinho, mas eles precisam de um posicionamento inicial de composição por trás dos atacantes.

Outro problema é a ausência de volantes com passe vertical.
Léo Valência não é volante mas possui essa bola longa, Jean, MF, Marcelo, deixam a desejar.

Nossa zaga depende muito do Carli e esse depende muito de um posicionamento muito recuado da primeira linha. Isso é ruim pois dá muito espaço entre linhas para o adversário se criar. Rabello deve ser vendido, teremos de nos adaptarmos a esse posicionamento até o fim do ano.



 

Tuxo

Desde 03/2015 • 3 anos de CANAL
Belo Horizonte/MG

Profissional


Em 08/07/2018 às 19:56
 

Vamos la´, Henrique Sergio, vou tentar responder, ou pelo menos, dar minha opiniao de forma clara...

Em um time, num campeonato nacional, com recursos limitados, acredito que devemos adequar o esquema ao material humano que temos... Por obviedade, não da pra fazer omelete sem ovos, não é? 

Na seleção, e vou me ater ao exemplo da seleção brasileira, acho que deve haver um misto. Definir um esquema, e colocar as peças de acordo com a necessidade do esquema. Logico que não de maneira engessada. Aqueles que são craques, que podem desequilibrar, tem que ser aproveitados de alguma forma... O que não quer dizer que vamos botar Neymar, William, Coutinho, Firmino, Luan, e mais todos os atacantes bons de bola pra jogar ao mesmo tempo.. No caso, acho que a definição de um esquema é o principal... Talvez nao necessariamente um esquema, mas sim uma forma de jogar, uma filosofia de jogo... 

Quanto a jogar em função de um jogador ou do grupo, a resposta pra mim, é obvia. Jogar SEMPRE em função do grupo. E aí sim a individualidade irá aparecer naturalmente. Jogar em função de um jogador apenas torna-se mais passivel de anulação, por mais craque que seja. É aquele negocio, a cereja do bolo, e não o bolo da cereja.

Em relação a jogar no seu esquema ou anular o adversario, tb vejo como relativo. Sempre que aparece uma nova forma de jogar, busca-se uma forma de anula-la. Foi assim com o carrosel holandes, com o tiki taka. Mas acredito que tendo uma filosofia de jogo, aliada com a adaptação ao o que se desenrola no jogo, é o que todos procuram atingir.

Quanto a ultima pergunta, penso que há formas diferentes de jogar. Pontos corridos trata-se de regularidade, elenco, mais peças, um time que seja mais linear... A copa do mundo, o ideal seria começar em baixa rotação na fase de grupos, atingindo seu apice no mata mata. Isso se faz tranquilamente com um  grupo de 13-15 jogadores.. Dificilmente se usa mais do que isso. 



zigue

Desde 10/2010 • 7 anos de CANAL
são josé dos campos/SP

Garrincha


Em 08/07/2018 às 20:14
 

Acho que o desafio belga era sim diminuir a diferença brutal entre os dois países e assim fez, ainda que o Brasil tenha sido superior no jogo no conjunto da obra. O seu técnico disse isso.

O técnico belga ousou em mudar um time que estava ganhando. Trocou jogadores e posicionamentos. Tirou Mertens e colocou o Lukaku na direita, que é um cavalo para correr nas costas do Marcelo.

Para a posição de Lukaku, inventou um De Bruyne de falso 9, com liberdade para procurar espaço onde tivesse. Com o talento que tem, brincou!

Felaine não era titular, ele ganhou a vaga de Mertens, mas a posição de De Bruyne, com a humildade de usar 90% dos seus pulmões apenas para anular Neymar.

Quando o Brasil tinha a bola, a inha de 3 (sem Líbero) virou linha de 4 para não permitir que os extremas do Brasil tivessem oportunidade de chegar ao fundo.

Foi bacana, o técnico belga reduziu a diferença entre os times como queria, teve suas oportunidades para ganhar e ganhou, ainda que o Brasil pudesse ter ganho.





betufogo2

Desde 03/2013 • 5 anos de CANAL
Fora do Rio/Fora do Brasil

Nilton Santos


Em 08/07/2018 às 20:45
 

Tuxo, concordo plenamente com vc. (2).




betufogo Taguatinga-DF.

botafogoreal

Desde 12/2008 • 9 anos de CANAL
Brasília/DF

Nilton Santos


Em 08/07/2018 às 21:26
 

Bom tópico!

No popular: A Bélgica já é treinada para ganhar a muito tempo.

Já o Brasil é mais do mesmo:muita qualidade técnica individual e pouca qualificação tática.

Brasil atualmente é um grande exportador de talentos.

A Bélgica , a França e outros países europeus são times com muito treino tático e algumas peças individuais que qualificam o conjunto forte de cada país europeu.

No país da falta de planejamento no geral vamos continuar a assistir vários craques individuais sem conjunto tático.

No popular:vários craques jogando uma "pelada" sem responsabilidade.

Vamos aguardar os próximos capítulos da CBF, sem credibilidade alguma, para saber o futuro do Brasil em campo.

Vou torcer para um grande jogo nesta final antecipada entre a França e a Bélgica, que vença o melhor.




Vicente_xyz_1988

Desde 03/2017 • 1 ano de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Infanto


Em 09/07/2018 às 01:46
 

Eu acho que a Belgica deu um show tático contra o Brasil.

Mas no nosso Campeonato de pontos corridos

Tadeu20

Desde 01/2011 • 7 anos de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Garrincha


Em 09/07/2018 às 07:29
 

Da gosto de ler um tópico assim. parabéns ao HS e ao Tuxo.



"Todo mundo é igual. Você é que nem eu, e eu como você".

Jotagê

Desde o início • 12+ anos de CANAL
BRASÍLIA/DF

Mirim


Em 09/07/2018 às 08:26
 

Da gosto de ler um tópico assim. parabéns ao HS e ao Tuxo. X 2

pietrantonio

Desde 05/2012 • 6 anos de CANAL
Rio de janeiro/RJ

Garrincha


Em 09/07/2018 às 09:23
 

Henrique, louvo sua dedicação com análises mais profundas sobre o que vemos em campo, na movimentação e ocupação de espaços pelos jogadores. no futebol nivelado que temos nos dias de hoje, faz muita diferença. Mas, eu, que vi tantos craques jogando, e, até por eles mesmos, que esses planos táticos foram se aperfeiçoando, creio, que, se temos em campo jogadores com um mínimo de talento e inteligência pra saberem no momento certo o que mudar durante as partidas, e muito comprometimento, não há esquema que os detenha. Essa é a magia do futebol, onde o improviso pode derrubar todos os planos determinados por estudos e obediência táticas. sei que meu comentário te parecerá um tanto ou muito, romântico, mas, não consigo imaginar um cadeira dura daqueles gringos, parando um Garrincha, entre outros.
Abs



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Obrigado 

PetFonseca

Desde 02/2012 • 6 anos de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Garrincha


Em 09/07/2018 às 10:04
 

Bela análise Henrique... caraca.. estamos falando de futebol... Como é bom ler isso...rsrs...

Na minha humilde visão as táticas são todas variações do 4-4-2 sem a bola pra alguma outra coisa com a bola nos pés... na linha de defesa, as vezes, entra mais um formando 5... Foi muito bom nessa Copa poder ver algumas seleções e seus desenhos táticos em campo... Dava gosto de ver mesmo...

Sinto muita falta disso no futebol brasileiro...  



tuti

Desde 02/2007 • 11 anos de CANAL
Belem/PA

Garrincha


Em 09/07/2018 às 20:37
 

O artilheiro Romário disse: 433, 424, 352, 442? Pra mim isso é tudo linha de ônibus.

O que interessa é bola na rede. Se o Brasil ganha aquele jogo, e poderia ter ganho, as análises táticas estariam enaltecendo o esquema do Tite.

Será sempre assim. Quem conta a história são os vencedores. Vida que segue. Allez Belgique!

henrique sergio

Desde 01/2007 • 11 anos de CANAL
Fortaleza/CE

Garrincha


Em 09/07/2018 às 22:59
 

Quero corrigir a postagem em que agradeci aos que entenderam, agradeço a todos, pois todos colaboraram para enriquecer a discussão.

Só uma pimenta, Bélgica fez uma preparação somente jogando contra babas, fez uma primeira fase contra babas, jogou o primeiro mata-mata contra o Japão. O Brasil foi o primeiro real desafio do treinador espanhol e ele deu um show. Ele, com certeza, ensaiou o time para esse dia muitas vezes. Nós é que não vimos.

A seleção Belga foi a do primeiro tempo, no segundo ela se posicionou em um claro futebol reativo e quase passou dificuldades na etapa final, fazendo o que muitos gostam de fazer, segurando o jogo.

Tuxo nota 10, Zigue nota 10.

Pietroantonio, quero crer que você esteja certo, mas, Cristiano Ronaldo não realizou, Messi não realizou, Soares não realizou, Neymar não realizou...

Hazard, Modric, Keane, M'Bapê, não estão com esquemas voltados para eles, eles estão em esquemas maleáveis e há um certo desprezo aparente pelo meio ofensivo que é mais visitado por todos em que ocupado permanentemente por alguns.
Eles possuem colaboradores como Griezman, Lukaku, De Bruyne etc.

É fácil criticar após o jogo, mas nós prendemos o torneio inteiro Coutinho e William para soltar Neymar. Nossos melhores momentos foram com William solto no jogo contra o México, Coutinho contra a Sérvia e Renato Augusto contra a Bélgica, três jogadores de qualidade amarrados pelo esquema a maior parte do tempo. Paulinho também ficou muito preso. Fernandinho surtou, largou tudo e foi marcar a bola em um cruzamento em que outro nacional saltou nela.

O medo de cagar não deixou comer.
O medo da cobertura do Fágner prendeu Fernando e William. Melhor seria ter escalado um fixo, colado outro no Hazard e liberado o terceiro para jogar. Uma forte linha de marcação não deixou Neymar ou Coutinho realizar nada, quem mais fez, no desespero foi Marcelo. Ficamos reféns do medo.

Voltando ao Brasileiro, convém repensar a postura das duas linhas.
Compacta atrás com os zagueiros avançando no combate de infiltração entre linhas e os laterais mais fixos evitando cruzamentos.

Volantes mais de retomada e verticalização com dois pontas abertos no contrataque.

A postura reativa com alternância de momentos de dominância e pressão avançando linhas no combate à saída de bola.

Kieza e Aguirre são velozes, sabem fazer a diagonal em direção ao gol e sabem chutar de longe também.

Lindoso e Matheus fazem a enfiada em profundidade.
Léo sabe fazer a virada de jogo a direita para a esquerda.
Renato, João Pedro, LF, Pimpão e MV sabem chegar ao comando de ataque em infiltração.

Dá para trabalhar fugindo do meio ofensivo e ocupando em alternância de posições.
Apostar em movimentação e não em posicionamentos fixos.

Mas vamos ver a proposta de Paquetá, vou dizer algo que nunca disse aqui, mas acho nosso time muito parecido com os times árabes, porém com menos preparo físico. Se ele consegue fazer aqueles times jogarem, conseguirá fazer o nosso.



 

botafogoreal

Desde 12/2008 • 9 anos de CANAL
Brasília/DF

Nilton Santos


Em 09/07/2018 às 23:55
 

No jogo entre Brasil X Bélgica,acredito que o maior erro do Tite foi não ter tirando o Gabriel Jesus.

Conforme o tópico estávamos diante de uma seleção muito bem treinada taticamente.

O Brasil mesmo com suas variações táticas dentro de cada jogo,acredito que não respeitou o adversário.

Estávamos diante de um meio campo altamente qualificado e um ataque objetivo.

Com a saída do Gabriel Jesus,poderíamos ter entrado com os dois laterais esquerdos(o Marcelo mais avançado e o Felipe mais recuado).

Outra possibilidade era manter o Felipe que vinha de uma boa sequência de jogos além da obediência tática dele junto com um Marquinhos na zaga fechando ainda mais as possibilidades de gol da Bélgica.

Na frente o Tite teria diversas variações desde um:

Coutinho,Neymar e William
Coutinho,Neymar e Douglas Costa
Coutinho,Neymar e Firmino

Ou até mesmo um meio campo mais veloz com Neymar,William e Douglas Costa.Neste caso o Neymar seria o meia,que cansamos de ver ele saindo do meio campo puxando o contra ataque.

Vejam que essas formações seriam todas sem o Gabriel Jesus que poderia entrar no decorrer do jogo.





Tuxo

Desde 03/2015 • 3 anos de CANAL
Belo Horizonte/MG

Profissional


Em 10/07/2018 às 18:19
 

Não acho que o Brasil estava bem taticamente... 

Estava nas eliminatorias, com Renato Augusto no meio e Coutinho aberto. 

Tite implodiu o esquema ao puxar o Coutinho pro meio, como ja disse anteriormente... 

Concordo em relação ao Gabriel Jesus, deveria ter saído ja tem tempo do time pra dar lugar ao Firmino.. Centroavante tem q fazer gol, se quer um cara la na frente que corra, marque, desarme, escala um volante por ali, da no mesmo. 

Minha opiniao tanto na parte tatica qto individual é bem simples: Primeiro Tite eerrou ao mudar o esquema (Coutinho pro meio), segundo por não tirar peças que foram inoperantes 90% do tempo na Copa (Jesus e William). Some isso ao péssimo dia do Fernandinho, contra um bom time, que é o do Belgicca 



henrique sergio

Desde 01/2007 • 11 anos de CANAL
Fortaleza/CE

Garrincha


Em 11/07/2018 às 04:52
 

França soube jogar contra a Bélgica.
Apesar de ver a Croácia melhor, A Inglaterra, embora jovem, é disciplinada.
Acho que teremos uma final França e Inglaterra.
Com cara de pênaltis.



 

pietrantonio

Desde 05/2012 • 6 anos de CANAL
Rio de janeiro/RJ

Garrincha


Em 11/07/2018 às 07:28
 

Henrique, em defesa do meu argumento, sem jamais deixar de reconhecer o valor tático, é mencionar a pobreza dos times destes "craques" mencionados. coloquei entre aspas, por achar que o único merecedor do título ser o Messi, mesmo, considerando que CR7 fez o que deu e o Neymar, apesar do talento, esteja longe de ser o cara.
Abs



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Obrigado 

henrique sergio

Desde 01/2007 • 11 anos de CANAL
Fortaleza/CE

Garrincha


Em 12/07/2018 às 23:13
 

Pietra, concordei com você na primeira vez, só não mencionei.
Falei os nomes pelo que se projetam deles mas eu mesmo acho que raros foram os caras que carregaram suas seleções ao título sozinhos e listo de memória Garrincha e Maradona.
Por isso a crítica em destacar esses caras e fazer o esquema girar em torno deles.
Não é possível prender-se Coutinho, William, Paulinho, Gabriel para deixar o cai cai livre para brilhar e ele não brilhar por estar marcado. Parece absurdo, mas uma seleção sem Neymar seria mais efetiva.

Pronto, coloquei polêmica onde não precisava.

Fernandinho errou tudo pois foi colocado só, responsável por um espaço geográfico gigantesco e três funções descer com terceiro zagueiro, formar caçando no entre linhas e ser o central na saída de bola com ninguém retornando para auxiliar no passe avançado. Cabeça não aguentou. Ele é melhor muito que Casemiro mas foi pior muito.

William preso na direita, Coutinho no centro roubando o espaço de subida do Paulinho para não bater cabeças com Neymar, mas o cacoete o fez chocar espaço com o pseudo ídolo. Neymar quer ser craque mas não flutua, fica preso no mesmo lado.

Mbapé corre todos os lados, Hazard idem, De Bruine idem, Griezman idem...
Preferia Modric, Pericic, Ractic, Mandzukic.

Faltou fluidez, flutuação.

Não foi jogador, foi treinador quem derrubou o time.



 

henrique sergio

Desde 01/2007 • 11 anos de CANAL
Fortaleza/CE

Garrincha


Em 12/07/2018 às 23:18
 

França será campeã?
Melhor seleção, mais cara, melhores jogadores...
Jogou na terça, o adversário na quarta.
venceu no tempo normal, o adversário vem de 3 jogos seguidos com prorrogações.

Difícil mas torcerei pela super superação Croata.



 

botafogoreal

Desde 12/2008 • 9 anos de CANAL
Brasília/DF

Nilton Santos


Em 12/07/2018 às 23:58
 

"Parece absurdo, mas uma seleção sem Neymar seria mais efetiva."

Concordo com você que sem o Neymar seria muito melhor.

Não acho polêmica por não ser de acordo com opiniões midiáticas.

Mas entendo o seu ponto de vista de ser uma opinião polêmica no modo geral.

O Neymar muito bem orientado funcionaria como um "ímã" onde ele conseguiria colocar 2 ou até 3 marcadores na cola dele e abriria espaços para o Brasil ter jogadores livres para fazer os gols.

Ele conseguiu chegar mais próximo disso no jogo contra a Sérvia.

Estou torcendo pela Croácia na final.







 
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