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  12 - Adequação de sistema de jogo

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 14/12/2020 às 13:08

PARTE 12 – ADEQUAÇÃO DE SISTEMA DE JOGO

Todo time tem seu esquema básico de jogo, mas como cada jogo é um jogo diferente do outro e os adversários também, se faz necessário que sejam bem estudados, principalmente nos aspectos individuais de seus componentes titulares e reservas principais, assim como suas jogadas ofensivas, a dinâmica de seu meio de campo e o sincronismo de seu setor defensivo.

Isso significa dizer que a dinâmica de jogo exige uma maleabilidade de seu esquema básico, mesmo porque há de se ter planos alternativos para atender situações adversas ou favoráveis de placar, como de vantagem ou desvantagem numérica.

As equipes devem se colocar de forma adequada para cada situação de jogo e isso se consegue com simulações em treinamentos das mesmas nos treinos coletivos.

Como já coloquei, por conta de um calendário draconiano, pouco tempo se tem para treinamentos práticos, mas acho que pelo menos na véspera dos jogos, antes de se iniciar a concentração, as falhas cometidas devem ser completamente absorvidas e corrigidas e as jogadas mais promissoras em decorrência das ineficiências e eficiências do adversário, dissecadas e assimiladas de forma simulada.

As variantes de sistema têm que ser efetuadas sem dificuldades e isso requer um tempo de prática e vou tentar fazer uma analogia.

Minha namorada tem um carro de câmbio automático e a do meu carro é um câmbio mecânico e quando comecei a dirigir o carro dela em viagens mais longas, cometi algumas barbeiragens pois minha perna esquerda que trabalhava muito na embreagem do meu carro, perdeu qualquer função no carro dela e a condição temporária de saci Pererê me trazia uma insegurança. Aí me lembrei e já postei isso aqui, do expediente que usei para exercer a função de ambidestro ao jogar e a apliquei algo semelhante, respirando fundo e me dizendo que eu era um saci Pererê, ou seja, não tinha a perna esquerda e também a mão direita, já que não tinha que mudar marchas e peguei o jeito e hoje tanto faz dirigir um ou outro que não me atrapalho, pois me programo para cada situação.

Na mesma coisa tem que ser feita de forma coletiva e portanto, mais difícil de toda a equipe automatizar qual o esquema básico a ser utilizado no jogo e ficamos com a absoluta certeza do quanto é importante um atleta que possua além do talento natural, a inteligência futebolística, o que me leva  a assegurar que as chances de um time mediano mais inteligente ser melhor sucedido num campeonato do que uma equipe com potencial técnico mais avançado, porém com pouca inteligência futebolística

Todas essas dificuldades permeiam a execução dos sistemas adequados de jogo para cada partida e situação e o comando técnico tem que trabalhar em cima disso tanto de forma individual como coletiva.



LUIZ SERGIO CUNHA

Nicanor Passos

Desde 09/2020
Goiânia/GO

Garrincha


Em 14/12/2020 às 23:13
 

lscunha disse:

PARTE 12 – ADEQUAÇÃO DE SISTEMA DE JOGO

Todo time tem seu esquema básico de jogo, mas como cada jogo é um jogo diferente do outro e os adversários também, se faz necessário que sejam bem estudados, principalmente nos aspectos individuais de seus componentes titulares e reservas principais, assim como suas jogadas ofensivas, a dinâmica de seu meio de campo e o sincronismo de seu setor defensivo.

Isso significa dizer que a dinâmica de jogo exige uma maleabilidade de seu esquema básico, mesmo porque há de se ter planos alternativos para atender situações adversas ou favoráveis de placar, como de vantagem ou desvantagem numérica.

As equipes devem se colocar de forma adequada para cada situação de jogo e isso se consegue com simulações em treinamentos das mesmas nos treinos coletivos.

Como já coloquei, por conta de um calendário draconiano, pouco tempo se tem para treinamentos práticos, mas acho que pelo menos na véspera dos jogos, antes de se iniciar a concentração, as falhas cometidas devem ser completamente absorvidas e corrigidas e as jogadas mais promissoras em decorrência das ineficiências e eficiências do adversário, dissecadas e assimiladas de forma simulada.

As variantes de sistema têm que ser efetuadas sem dificuldades e isso requer um tempo de prática e vou tentar fazer uma analogia.

Minha namorada tem um carro de câmbio automático e a do meu carro é um câmbio mecânico e quando comecei a dirigir o carro dela em viagens mais longas, cometi algumas barbeiragens pois minha perna esquerda que trabalhava muito na embreagem do meu carro, perdeu qualquer função no carro dela e a condição temporária de saci Pererê me trazia uma insegurança. Aí me lembrei e já postei isso aqui, do expediente que usei para exercer a função de ambidestro ao jogar e a apliquei algo semelhante, respirando fundo e me dizendo que eu era um saci Pererê, ou seja, não tinha a perna esquerda e também a mão direita, já que não tinha que mudar marchas e peguei o jeito e hoje tanto faz dirigir um ou outro que não me atrapalho, pois me programo para cada situação.

Na mesma coisa tem que ser feita de forma coletiva e portanto, mais difícil de toda a equipe automatizar qual o esquema básico a ser utilizado no jogo e ficamos com a absoluta certeza do quanto é importante um atleta que possua além do talento natural, a inteligência futebolística, o que me leva  a assegurar que as chances de um time mediano mais inteligente ser melhor sucedido num campeonato do que uma equipe com potencial técnico mais avançado, porém com pouca inteligência futebolística

Todas essas dificuldades permeiam a execução dos sistemas adequados de jogo para cada partida e situação e o comando técnico tem que trabalhar em cima disso tanto de forma individual como coletiva.

Mestre Cunha,

Não sou nenhum crítico literário. Por isso mesmo, com certeza, também não sou a pessoa mais indicada para fazer estudos, ou para levantar discussões e avaliações de literatura em artigos escritos por processos cognitivos de transferência de informações de um sujeito particular (no caso, você), para outro sujeitos específicos (professores e alunos/atletas das categorias de base e profissional do nosso querido Botafogo).

Mas, apesar disso e daquilo, permita-me tecer duas observações que julgo prestigiosas à tua “Adequação de Sistema de Jogo”, vale dizer, ao assunto posto à apreciação dos leitores.

A primeira observação diz respeito à analogia tão bem utilizada pelo amigo, para traduzir, em palavras simples, para quem não está acostumado a leitura de temas técnicos – como é o caso da maioria dos profissionais, dos “boleiros”, por assim dizer (treinadores e jogadores de futebol, em grande parte). Refiro-me à saborosa comparação entre o que tenciona dizer os alunos, assim redigida:

A comparação utilizada no teu artigo é de uma sensibilidade e magnitude à toda prova.

E é, justamente, nisso que reside a minha ousadia ao fazer a segunda observação. Explico: Talvez fosse o caso de, ao invés do amigo trazer a analogia no meio do texto, iniciar o artigo, na sua parte preambular, com a narrativa do caso concreto que compara uma coisa e outra com a figura do personagem mitológico do “Saci Pererê”, assim redigido:

Minha namorada tem um carro de câmbio automático e a do meu carro é um câmbio mecânico e quando comecei a dirigir o carro dela em viagens mais longas, cometi algumas barbeiragens pois minha perna esquerda que trabalhava muito na embreagem do meu carro, perdeu qualquer função no carro dela e a condição temporária de saci Pererê me trazia uma insegurança. Aí me lembrei e já postei isso aqui, do expediente que usei para exercer a função de ambidestro ao jogar e a apliquei algo semelhante, respirando fundo e me dizendo que eu era um saci Pererê, ou seja, não tinha a perna esquerda e também a mão direita, já que não tinha que mudar marchas e peguei o jeito e hoje tanto faz dirigir um ou outro que não me atrapalho, pois me programo para cada situação.”

O que quero dizer com tudo isso é que, ao meu sentir, em razão de o amigo estar se dirigindo a pessoas não acostumadas a linguagem acadêmica, melhor terias agido se, ao invés de o artigo ter sido escrito fazendo uso daquilo que, em língua portuguesa, conhecemos por “inversão sintática” (de que é exemplo o estilo utilizado pelo poeta Francisco Manoel da Silva, quando, ao escrever a letra do Hino Nacional, fê-lo “de trás pra frente”), recomendável que o texto se inicie, justamente, com a citação comparativa entre a situação do teu automóvel com a do Saci Pererê. Penso que, assim, chamaria, mais facilmente, a atenção da “boleiragem”, despertar-lhes-ia a atenção para seguir adiante a leitura.

No caso, penso que não é verdade o aforisma segundo o qual “a ordem dos fatores não altera o produto”. Penso, justamente, o oposto, pois a pretensão é chamar a atenção de alunos que, em grande parte, não são afetos a literatura técnica.

No que diz respeito ao tema/aula, tenho algumas perguntas a fazer, mais adiante – se não for inconveniente.

 



Nicanor Passos

Desde 09/2020
Goiânia/GO

Garrincha


Em 14/12/2020 às 23:33
 

Nicanor Passos disse:
lscunha disse:

PARTE 12 – ADEQUAÇÃO DE SISTEMA DE JOGO

Todo time tem seu esquema básico de jogo, mas como cada jogo é um jogo diferente do outro e os adversários também, se faz necessário que sejam bem estudados, principalmente nos aspectos individuais de seus componentes titulares e reservas principais, assim como suas jogadas ofensivas, a dinâmica de seu meio de campo e o sincronismo de seu setor defensivo.

Isso significa dizer que a dinâmica de jogo exige uma maleabilidade de seu esquema básico, mesmo porque há de se ter planos alternativos para atender situações adversas ou favoráveis de placar, como de vantagem ou desvantagem numérica.

As equipes devem se colocar de forma adequada para cada situação de jogo e isso se consegue com simulações em treinamentos das mesmas nos treinos coletivos.

Como já coloquei, por conta de um calendário draconiano, pouco tempo se tem para treinamentos práticos, mas acho que pelo menos na véspera dos jogos, antes de se iniciar a concentração, as falhas cometidas devem ser completamente absorvidas e corrigidas e as jogadas mais promissoras em decorrência das ineficiências e eficiências do adversário, dissecadas e assimiladas de forma simulada.

As variantes de sistema têm que ser efetuadas sem dificuldades e isso requer um tempo de prática e vou tentar fazer uma analogia.

Minha namorada tem um carro de câmbio automático e a do meu carro é um câmbio mecânico e quando comecei a dirigir o carro dela em viagens mais longas, cometi algumas barbeiragens pois minha perna esquerda que trabalhava muito na embreagem do meu carro, perdeu qualquer função no carro dela e a condição temporária de saci Pererê me trazia uma insegurança. Aí me lembrei e já postei isso aqui, do expediente que usei para exercer a função de ambidestro ao jogar e a apliquei algo semelhante, respirando fundo e me dizendo que eu era um saci Pererê, ou seja, não tinha a perna esquerda e também a mão direita, já que não tinha que mudar marchas e peguei o jeito e hoje tanto faz dirigir um ou outro que não me atrapalho, pois me programo para cada situação.

Na mesma coisa tem que ser feita de forma coletiva e portanto, mais difícil de toda a equipe automatizar qual o esquema básico a ser utilizado no jogo e ficamos com a absoluta certeza do quanto é importante um atleta que possua além do talento natural, a inteligência futebolística, o que me leva  a assegurar que as chances de um time mediano mais inteligente ser melhor sucedido num campeonato do que uma equipe com potencial técnico mais avançado, porém com pouca inteligência futebolística

Todas essas dificuldades permeiam a execução dos sistemas adequados de jogo para cada partida e situação e o comando técnico tem que trabalhar em cima disso tanto de forma individual como coletiva.

Mestre Cunha,

Não sou nenhum crítico literário. Por isso mesmo, com certeza, também não sou a pessoa mais indicada para fazer estudos, ou para levantar discussões e avaliações de literatura em artigos escritos por processos cognitivos de transferência de informações de um sujeito particular (no caso, você), para outro sujeitos específicos (professores e alunos/atletas das categorias de base e profissional do nosso querido Botafogo).

Mas, apesar disso e daquilo, permita-me tecer duas observações que julgo prestigiosas à tua “Adequação de Sistema de Jogo”, vale dizer, ao assunto posto à apreciação dos leitores.

A primeira observação diz respeito à analogia tão bem utilizada pelo amigo, para traduzir, em palavras simples, para quem não está acostumado a leitura de temas técnicos – como é o caso da maioria dos profissionais, dos “boleiros”, por assim dizer (treinadores e jogadores de futebol, em grande parte). Refiro-me à saborosa comparação entre o que tenciona dizer os alunos, assim redigida:

A comparação utilizada no teu artigo é de uma sensibilidade e magnitude à toda prova.

E é, justamente, nisso que reside a minha ousadia ao fazer a segunda observação. Explico: Talvez fosse o caso de, ao invés do amigo trazer a analogia no meio do texto, iniciar o artigo, na sua parte preambular, com a narrativa do caso concreto que compara uma coisa e outra com a figura do personagem mitológico do “Saci Pererê”, assim redigido:

Minha namorada tem um carro de câmbio automático e a do meu carro é um câmbio mecânico e quando comecei a dirigir o carro dela em viagens mais longas, cometi algumas barbeiragens pois minha perna esquerda que trabalhava muito na embreagem do meu carro, perdeu qualquer função no carro dela e a condição temporária de saci Pererê me trazia uma insegurança. Aí me lembrei e já postei isso aqui, do expediente que usei para exercer a função de ambidestro ao jogar e a apliquei algo semelhante, respirando fundo e me dizendo que eu era um saci Pererê, ou seja, não tinha a perna esquerda e também a mão direita, já que não tinha que mudar marchas e peguei o jeito e hoje tanto faz dirigir um ou outro que não me atrapalho, pois me programo para cada situação.”

O que quero dizer com tudo isso é que, ao meu sentir, em razão de o amigo estar se dirigindo a pessoas não acostumadas a linguagem acadêmica, melhor terias agido se, ao invés de o artigo ter sido escrito fazendo uso daquilo que, em língua portuguesa, conhecemos por “inversão sintática” (de que é exemplo o estilo utilizado pelo poeta Francisco Manoel da Silva, quando, ao escrever a letra do Hino Nacional, fê-lo “de trás pra frente”), recomendável que o texto se inicie, justamente, com a citação comparativa entre a situação do teu automóvel com a do Saci Pererê. Penso que, assim, chamaria, mais facilmente, a atenção da “boleiragem”, despertar-lhes-ia a atenção para seguir adiante a leitura.

No caso, penso que não é verdade o aforisma segundo o qual “a ordem dos fatores não altera o produto”. Penso, justamente, o oposto, pois a pretensão é chamar a atenção de alunos que, em grande parte, não são afetos a literatura técnica.

No que diz respeito ao tema/aula, tenho algumas perguntas a fazer, mais adiante – se não for inconveniente.

 


Nicanor Passos disse:
lscunha disse:

PARTE 12 – ADEQUAÇÃO DE SISTEMA DE JOGO

Todo time tem seu esquema básico de jogo, mas como cada jogo é um jogo diferente do outro e os adversários também, se faz necessário que sejam bem estudados, principalmente nos aspectos individuais de seus componentes titulares e reservas principais, assim como suas jogadas ofensivas, a dinâmica de seu meio de campo e o sincronismo de seu setor defensivo.

Isso significa dizer que a dinâmica de jogo exige uma maleabilidade de seu esquema básico, mesmo porque há de se ter planos alternativos para atender situações adversas ou favoráveis de placar, como de vantagem ou desvantagem numérica.

As equipes devem se colocar de forma adequada para cada situação de jogo e isso se consegue com simulações em treinamentos das mesmas nos treinos coletivos.

Como já coloquei, por conta de um calendário draconiano, pouco tempo se tem para treinamentos práticos, mas acho que pelo menos na véspera dos jogos, antes de se iniciar a concentração, as falhas cometidas devem ser completamente absorvidas e corrigidas e as jogadas mais promissoras em decorrência das ineficiências e eficiências do adversário, dissecadas e assimiladas de forma simulada.

As variantes de sistema têm que ser efetuadas sem dificuldades e isso requer um tempo de prática e vou tentar fazer uma analogia.

Minha namorada tem um carro de câmbio automático e a do meu carro é um câmbio mecânico e quando comecei a dirigir o carro dela em viagens mais longas, cometi algumas barbeiragens pois minha perna esquerda que trabalhava muito na embreagem do meu carro, perdeu qualquer função no carro dela e a condição temporária de saci Pererê me trazia uma insegurança. Aí me lembrei e já postei isso aqui, do expediente que usei para exercer a função de ambidestro ao jogar e a apliquei algo semelhante, respirando fundo e me dizendo que eu era um saci Pererê, ou seja, não tinha a perna esquerda e também a mão direita, já que não tinha que mudar marchas e peguei o jeito e hoje tanto faz dirigir um ou outro que não me atrapalho, pois me programo para cada situação.

Na mesma coisa tem que ser feita de forma coletiva e portanto, mais difícil de toda a equipe automatizar qual o esquema básico a ser utilizado no jogo e ficamos com a absoluta certeza do quanto é importante um atleta que possua além do talento natural, a inteligência futebolística, o que me leva  a assegurar que as chances de um time mediano mais inteligente ser melhor sucedido num campeonato do que uma equipe com potencial técnico mais avançado, porém com pouca inteligência futebolística

Todas essas dificuldades permeiam a execução dos sistemas adequados de jogo para cada partida e situação e o comando técnico tem que trabalhar em cima disso tanto de forma individual como coletiva.

Mestre Cunha,

Não sou nenhum crítico literário. Por isso mesmo, com certeza, também não sou a pessoa mais indicada para fazer estudos, ou para levantar discussões e avaliações de literatura em artigos escritos por processos cognitivos de transferência de informações de um sujeito particular (no caso, você), para outro sujeitos específicos (professores e alunos/atletas das categorias de base e profissional do nosso querido Botafogo).

Mas, apesar disso e daquilo, permita-me tecer duas observações que julgo prestigiosas à tua “Adequação de Sistema de Jogo”, vale dizer, ao assunto posto à apreciação dos leitores.

A primeira observação diz respeito à analogia tão bem utilizada pelo amigo, para traduzir, em palavras simples, para quem não está acostumado a leitura de temas técnicos – como é o caso da maioria dos profissionais, dos “boleiros”, por assim dizer (treinadores e jogadores de futebol, em grande parte). Refiro-me à saborosa comparação entre o que tenciona dizer os alunos, assim redigida:

A comparação utilizada no teu artigo é de uma sensibilidade e magnitude à toda prova.

E é, justamente, nisso que reside a minha ousadia ao fazer a segunda observação. Explico: Talvez fosse o caso de, ao invés do amigo trazer a analogia no meio do texto, iniciar o artigo, na sua parte preambular, com a narrativa do caso concreto que compara uma coisa e outra com a figura do personagem mitológico do “Saci Pererê”, assim redigido:

Minha namorada tem um carro de câmbio automático e a do meu carro é um câmbio mecânico e quando comecei a dirigir o carro dela em viagens mais longas, cometi algumas barbeiragens pois minha perna esquerda que trabalhava muito na embreagem do meu carro, perdeu qualquer função no carro dela e a condição temporária de saci Pererê me trazia uma insegurança. Aí me lembrei e já postei isso aqui, do expediente que usei para exercer a função de ambidestro ao jogar e a apliquei algo semelhante, respirando fundo e me dizendo que eu era um saci Pererê, ou seja, não tinha a perna esquerda e também a mão direita, já que não tinha que mudar marchas e peguei o jeito e hoje tanto faz dirigir um ou outro que não me atrapalho, pois me programo para cada situação.”

O que quero dizer com tudo isso é que, ao meu sentir, em razão de o amigo estar se dirigindo a pessoas não acostumadas a linguagem acadêmica, melhor terias agido se, ao invés de o artigo ter sido escrito fazendo uso daquilo que, em língua portuguesa, conhecemos por “inversão sintática” (de que é exemplo o estilo utilizado pelo poeta Francisco Manoel da Silva, quando, ao escrever a letra do Hino Nacional, fê-lo “de trás pra frente”), recomendável que o texto se inicie, justamente, com a citação comparativa entre a situação do teu automóvel com a do Saci Pererê. Penso que, assim, chamaria, mais facilmente, a atenção da “boleiragem”, despertar-lhes-ia a atenção para seguir adiante a leitura.

No caso, penso que não é verdade o aforisma segundo o qual “a ordem dos fatores não altera o produto”. Penso, justamente, o oposto, pois a pretensão é chamar a atenção de alunos que, em grande parte, não são afetos a literatura técnica.

No que diz respeito ao tema/aula, tenho algumas perguntas a fazer, mais adiante – se não for inconveniente.

 


LS CUNHA:

Despreze o comentário acima. Corrijo-o abaixo, porque a redação saiu "truncada".

Não sou nenhum crítico literário. Por isso mesmo, com certeza, também não sou a pessoa mais indicada para fazer estudos, ou para levantar discussões e avaliações de literatura em artigos escritos por processos cognitivos de transferência de informações de um sujeito particular (no caso, você), para outro sujeitos específicos (professores e alunos/atletas das categorias de base e profissional do nosso querido Botafogo).

Mas, apesar disso e daquilo, permita-me tecer duas observações que julgo prestigiosas à tua “Adequação de Sistema de Jogo”, vale dizer, ao assunto posto à apreciação dos leitores.

A primeira observação diz respeito à analogia tão bem utilizada pelo amigo, para traduzir, em palavras simples, para quem não está acostumado a leitura de temas técnicos – como é o caso da maioria dos profissionais, dos “boleiros”, por assim dizer (treinadores e jogadores de futebol, em grande parte). Refiro-me à saborosa comparação entre o que tenciona dizer os alunos, assim redigida:

Minha namorada tem um carro de câmbio automático e a do meu carro é um câmbio mecânico e quando comecei a dirigir o carro dela em viagens mais longas, cometi algumas barbeiragens pois minha perna esquerda que trabalhava muito na embreagem do meu carro, perdeu qualquer função no carro dela e a condição temporária de saci Pererê me trazia uma insegurança. Aí me lembrei e já postei isso aqui, do expediente que usei para exercer a função de ambidestro ao jogar e a apliquei algo semelhante, respirando fundo e me dizendo que eu era um saci Pererê, ou seja, não tinha a perna esquerda e também a mão direita, já que não tinha que mudar marchas e peguei o jeito e hoje tanto faz dirigir um ou outro que não me atrapalho, pois me programo para cada situação.”

A comparação utilizada acima é de uma sensibilidade e magnitude à toda prova.

E é, justamente, nisso que reside a minha ousadia ao fazer a segunda observação. Explico: Talvez fosse o caso de, ao invés do amigo trazer a analogia no meio do texto, iniciar o artigo, na sua parte preambular, com a narrativa do caso concreto que compara uma coisa e outra com a figura do personagem mitológico do “Saci Pererê”.

O que quero dizer com tudo isso é que, ao meu sentir, em razão de o amigo estar se dirigindo a pessoas não acostumadas a linguagem acadêmica, melhor terias agido se, ao invés de o artigo ter sido escrito fazendo uso daquilo que, em língua portuguesa, conhecemos por “inversão sintática” (de que é exemplo o estilo utilizado pelo poeta Francisco Manoel da Silva, quando, ao escrever a letra do Hino Nacional, fê-lo “de trás pra frente”), recomendável que o texto se inicie, justamente, com a citação comparativa entre a situação do teu automóvel com a do Saci Pererê. Penso que, assim, chamaria, mais facilmente, a atenção da “boleiragem”, despertar-lhes-ia a atenção para seguir adiante a leitura.

No caso, penso que não é verdade o aforisma segundo o qual “a ordem dos fatores não altera o produto”. Penso, justamente, o oposto, pois a pretensão é chamar a atenção de alunos que, em grande parte, não são afetos a literatura técnica.

No que diz respeito ao tema/aula, tenho algumas perguntas a fazer, mais adiante – se não for inconveniente.

  



lscunha

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 15/12/2020 às 08:09
 

AMIGO NICANOR,

é exatamente esse tipo de contribuição que espero dos demais amigos do Canal, que muito têm lido, mas pouco comentam, numa timidez desnecessária.

achei pertinentes e ótimas as suas sugestões e vou as adotar. 

como engenheiro, posso lhe garantir que só na matemática vale o axioma de "a ordem dos fatores não altera o produto", pois para não ser prolixo, diria que não funciona na química e nem na culinária, que são duas esferas que me agradam.

o manual está passando por uma releitura e esta semana, com correções e já lhe envio uma primeira parte.

abraços,

lscunha 





LUIZ SERGIO CUNHA

Nicanor Passos

Desde 09/2020
Goiânia/GO

Garrincha


Em 15/12/2020 às 10:44
 

lscunha disse:

AMIGO NICANOR,

é exatamente esse tipo de contribuição que espero dos demais amigos do Canal, que muito têm lido, mas pouco comentam, numa timidez desnecessária.

achei pertinentes e ótimas as suas sugestões e vou as adotar. 

como engenheiro, posso lhe garantir que só na matemática vale o axioma de "a ordem dos fatores não altera o produto", pois para não ser prolixo, diria que não funciona na química e nem na culinária, que são duas esferas que me agradam.

o manual está passando por uma releitura e esta semana, com correções e já lhe envio uma primeira parte.

abraços,

lscunha 

Mestre,

Essa “desnecessária timidez” a que se referes talvez encontre explicação no fato de que se tornou conhecido em razão do fórum, local em que, pela própria cultura virtual, nos movimentamos muito mais para manifestações sem leitura, do que ler e estarmos abertos a aprender.

Sou típico exemplo disso tudo, já que, somente agora, percebi que é muito difícil abandonar o vício do anonimato inconsequente e a vontade de atingir muitas pessoas (seja por massagem ao meu ego, ou mesmo intenção de disseminar opinião).

O que posso lhe assegurar, todavia, é que não é fácil mudar uma cultura virtual, que não existe somente aqui, mas na própria rede de mundial de computadores, pois parece que sentimos um impulso para nos manifestarmos sobre tudo (mesmo sem ser chamados) e – o que é pior – em discussões que podem mudar sistemas preexistentes.

Ultimamente, as pessoas estão sentindo medo de frequentar ambientes online tóxicos. Incluo-me nesse rol e talvez o remédio para curar tal patologia seja o famoso “Simancol”, cuja bula pode ser traduzida na seguinte fórmula: “Este remédio é indicado para pacientes que pretendem ter olhos e ouvidos seletivos”.



Nicanor Passos

Desde 09/2020
Goiânia/GO

Garrincha


Em 15/12/2020 às 10:45
 

Nicanor Passos disse:
lscunha disse:

AMIGO NICANOR,

é exatamente esse tipo de contribuição que espero dos demais amigos do Canal, que muito têm lido, mas pouco comentam, numa timidez desnecessária.

achei pertinentes e ótimas as suas sugestões e vou as adotar. 

como engenheiro, posso lhe garantir que só na matemática vale o axioma de "a ordem dos fatores não altera o produto", pois para não ser prolixo, diria que não funciona na química e nem na culinária, que são duas esferas que me agradam.

o manual está passando por uma releitura e esta semana, com correções e já lhe envio uma primeira parte.

abraços,

lscunha 

Mestre,

Essa “desnecessária timidez” a que se referes talvez encontre explicação no fato de que se tornou conhecido em razão do fórum, local em que, pela própria cultura virtual, nos movimentamos muito mais para manifestações sem leitura, do que ler e estarmos abertos a aprender.

Sou típico exemplo disso tudo, já que, somente agora, percebi que é muito difícil abandonar o vício do anonimato inconsequente e a vontade de atingir muitas pessoas (seja por massagem ao meu ego, ou mesmo intenção de disseminar opinião).

O que posso lhe assegurar, todavia, é que não é fácil mudar uma cultura virtual, que não existe somente aqui, mas na própria rede de mundial de computadores, pois parece que sentimos um impulso para nos manifestarmos sobre tudo (mesmo sem ser chamados) e – o que é pior – em discussões que podem mudar sistemas preexistentes.

Ultimamente, as pessoas estão sentindo medo de frequentar ambientes online tóxicos. Incluo-me nesse rol e talvez o remédio para curar tal patologia seja o famoso “Simancol”, cuja bula pode ser traduzida na seguinte fórmula: “Este remédio é indicado para pacientes que pretendem ter olhos e ouvidos seletivos”.

 talvez encontre explicação no fato de que o Canal Botafogo se tornou conhecido ....


lscunha

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 15/12/2020 às 11:49
 

NCANOU,

 

concordo com você, mas sou uma pessoa aberta para diálogo e não me considero o dono da verdade e estou certro que cada um de nós, independnte do patamar cultural que tenha alcançado, é um portador de ideias.

apreendo muito com as pessoas e aqui no canal ocorrem abordagens muito esclarecedoras.

todos possuem potencial para colaborar e eu ficaria muito grato pelas mesmas. 

abraços,

lscunha 





LUIZ SERGIO CUNHA

lscunha

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 15/12/2020 às 15:54
 

amigo Ncanor.

lhe enviei os 8 primeiros capítulos  de um total de 21.

me confirme que as fotos foram.

me envie o nome de sua filha, pois quero lhe incluir e ela nos agradecimentos.

vou fazendo revisões e lhe envando.

quem sabe se mais adiante eu não possa dar um pulo aí em Goania e fazermos um eminário sobre o Manual?

abraços,

 

lscunha 





LUIZ SERGIO CUNHA

lscunha

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 16/12/2020 às 09:09
 

 

NICANOR,

o gmal disse que o endereço para o qual enviei as 8 primeiras partes não existe.

me confirma seu e-mail e aproveite e me envie o nome de sua filha.

abraços,

 

lscunha 

 





LUIZ SERGIO CUNHA

Nicanor Passos

Desde 09/2020
Goiânia/GO

Garrincha


Em 16/12/2020 às 23:44
 

lscunha disse:

 

NICANOR,

o gmal disse que o endereço para o qual enviei as 8 primeiras partes não existe.

me confirma seu e-mail e aproveite e me envie o nome de sua filha.

abraços,

 

lscunha 

 

Boa noite, Mestre.

De fato, meu antigo e-mail não está mais funcionando porque está com excesso de imagens e sem espaço liberado. Por gentileza, remeta para este novo endereço: nicanorpassos2020@gmail.com

Em tempo: A minha filha publicitária e profissional de marketing, que está me orientando (à distância, já que reside e exerce profissão em Salvador/BA) nas ilustrações e dicas do teu material, que utilizamos aqui em Goiás, se chama GARDÊNIA WANDERLEY PASSOS.



lscunha

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 17/12/2020 às 17:15
 

Nicanor,

 

eu envei, na íntegra. as 7 primeiras partes de um total de 21 partes.

ainda há tempo para introduzir sugestões e críticas.

me acuse recebimento.

lscunha 





LUIZ SERGIO CUNHA

Nicanor Passos

Desde 09/2020
Goiânia/GO

Garrincha


Em 17/12/2020 às 22:42
 

lscunha disse:

Nicanor,

 

eu envei, na íntegra. as 7 primeiras partes de um total de 21 partes.

ainda há tempo para introduzir sugestões e críticas.

me acuse recebimento.

lscunha 

Boa noite, Mestre.

Recebi o teu material precioso. Obrigado. No final de semana vou lhe enviar uns vídeos sobre o que estamos fazendo no clube goiano (sem dinheiro a gente faz, com dinheiro faz também... kkkkk). 



lscunha

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 18/12/2020 às 09:32
 

Nicanor,

 

 

vou lhe nviar até domingo, mais algumas partes.

lscunha





LUIZ SERGIO CUNHA

 
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