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  13.2 - Sincronismo

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Blumenau/SC

Garrincha


Em 11/01/2021 às 09:40

13.2 - SINCRONISMO

A única forma para isso é através da sincronização coletiva.

Independente do esquema básico e suas variantes, escolhidos pela análise prévia da equipe técnica e treinados de acordo com as características e potencialidades do adversário, as ações de sincronismo são imperativas.

Observemos o que acontece nos lances de bolas paradas, quer sejam faltas nas laterais das intermediárias ou cobranças de escanteios.

Os dois zagueiros por conta dos seus alcances em altura para cabeceio, se posicionam em posição de invadirem área e dentro da mesma, tentarem o cabeceio e muitos gols são assim assinalados, através de suas finalizações ou assistências para companheiros.

Nessas situações, se o centroavante adversário ficar no círculo central, o volante e outro defensor, que pode ser um dos laterais ou o segundo volante, permanecem na marcação e se não tiver ninguém do adversário ali posicionado, fica apenas o volante.

Ou seja, houve uma rearrumação para que os dois zagueiros se tornem momentaneamente atacantes, com a devida ocupação de todos os espaços.

O esquema básico só será totalmente reconfigurado, quando o jogo for interrompido por uma infração que permita a volta de todos os jogadores as suas posições originais.

O que permitiria essa troca e retorno de posições durante o desenrolar dos lances de jogo?

Justamente a sincronização e dela falaremos agora.

Então, pode até parecer algo meio cretino, mas que aquilo que sintetiza o sincronismo exercido pelos jogadores em campo é: se ele sai, eu entro!

A ideia é que se surgir uma oportunidade de um defensor se alongar em posição ofensiva, estando de posse da bola ou mesmo sem ela, mas com um corredor aberto para uma infiltração, o mesmo deve se projetar na certeza que seu posicionamento será preenchido, assim como o do companheiro que preencheu sua posição, terá um terceiro companheiro que também preencherá a sua e assim sucessivamente e essa movimentação coletiva, como fazem aves e pássaros simultaneamente é que permitem a sincronização.

De uma forma geral, há certas ocupações naturais, como a do volante com os zagueiros centrais e laterais e vice-versa, dos laterais com os atacantes de flancos e vice-versa, destes com o centroavante ou o contrário.

Há, porém, situações de jogo que não são pragmáticas e aí esse conceito deve ser trocado por outro agente de comando e a ocupação ser efetuada sempre pelo companheiro que estiver mais próximo do espaço a ser preenchido e assim sucessivamente e é nessa situação, que entendo estar sendo praticado o sincronismo coletivo e uma equipe que o aplicar de forma correta, ou seja, com as peças se movimentando para fechar os espaços em ações defensivas e ocupar os que lhes são abertos e de forma precisa e rápida, será muito difícil de ser derrotada.

Isso é possível?

Sim. é possível, mas necessita de se ter consciência total do lance e muito treinamento.

No começo, serão muitas as dificuldades, mas com o tempo, serão automatizadas, num processo bem semelhante ao que todos nós passamos ao aprendermos a dirigir, o qual nos leva instintivamente a acelerar, frear, passar marchas, trocar de faixa e a escolher itinerário e até mesmo escutar e cantar as músicas do aparelho de áudio instalado no veículo, sem perda de tempo com raciocínios, como também ocorre ao se executar uma partitura solo no piano ou violão.

Como exemplo, vamos criar uma situação defensiva com aplicação de sincronismo, por parte do time vermelho e depois uma situação de sincronismo ofensivo dessa mesma equipe.

 

NÃO ME FOI POSSÍVEL COLOCAR AS FOTOS DOS EXEMPLOS DE SINCRONISMO, POIS O SITE NÃO PERMITE.

QUEM TIVER INTERESSE, ME SOLCTE PELO EMAIL luizsrgiocunha@gmail.com, que enviarei os mesmos.

 abraços,

lscunha 

 

 

Como vemos, será um 41221 ou mesmo um 4141 bem próximo de um 433.

 



LUIZ SERGIO CUNHA

 
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