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  14.2 - marcação coletiva

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Blumenau/SC

Garrincha


Em 08/02/2021 às 17:14

14.2 - MARCAÇÃO COLETIVA

É a mais utilizada e abrange os setores ou zonas, com a definição dos responsáveis pelas mesmas.

A marcação por zona se fundamenta tanto na trajetória da bola como nos posicionamentos dos jogadores adversários e seu objetivo é não só impedir a posse de bola do mesmo naquela área que está sob sua responsabilidade, como retomando a bola, dar início ao contra-ataque.

A permissão da posse de bola do adversário, coloca em grau elevado de fatalidade o setor defensivo e tem que ser evitado e se for o caso até com uso de falta.

É fundamental ter consciência do seu posicionamento tático e respeitar a solidez do seu sistema defensivo, não saindo do mesmo sem qualquer propósito, a não ser em ações de coberturas, pois se assim agir individualmente, não estará ajudando sua equipe, mas tão somente procurando um brilho pessoal.

É normal a troca de posições durante o desenrolar do jogo, pois as movimentações trazem consigo uma rotatividade que leva a trocar de espaço com outros companheiros e passar a ocupar momentaneamente outro espaço que a princípio não era de sua responsabilidade esquemática, mas eventualmente os ocupando, deve atuar como se fossem os seus.

Também aqui vamos encontrar alguns conceitos:

- POSICIONAMENTO: normalmente temos a primeira linha de marcadores, formados pelos laterais e zagueiros que alguns a caracterizam como de marcação baixa, o volante se posicionando na área entre essa marcação baixa e a alta a sua frente e formada pelos atacantes de flanco, meias e centroavante, que é chamada de marcação alta.

Essa zona formada entre as duas linhas de marcação, deve ser coberta de forma que não permita sua utilização pelos atacantes adversários para recebimento de passes.

A vantagem numérica, por conta dos zagueiros adversários que ficam presos no círculo central, mesmo sendo de apenas um homem, deve ser mantida em relação ao número de jogadores adversários que estão participando da ação de ataque contra o seu sistema defensivo.

- PERMANÊNCIA: cada um deve ficar dentro do seu setor e não acompanhar determinado jogador, a não ser aquele que foi planejado ser marcado homem a homem, pois dessa forma ele se movimenta e o arrasta consigo, abrindo espaços desprotegidos entre as suas duas linhas de marcação e também vias de passes para os homens de criação, tornando assim o avanço ofensivo do adversário inevitável, permitindo que ele jogue na imediação da área e se infiltre na mesma. 

- COBERTURA: para ser benfeita, além de necessitar de amplo conhecimento de cada um de suas funções e posicionamentos, deve obedecer a um sincronismo integrado, inteligente e previamente treinado de trocas de posicionamentos de forma natural e rápida de recomposição por inteiro de seu sistema defensivo e para isso tem que se jogar em função de seu companheiro e ela tem que ser praticada durante todo o jogo e sempre voltada para fechar as linhas de passes formadas de forma criativa pelo adversário, acionando seus atacantes. Esse passe não pode acontecer

Para finalizar, o centroavante e o atacantes de flancos devem se posicionar de forma que não permitam a o adversário saia jogando e os obrigue a utilizar a bola longa, pois a mesma é super favorável aos seus zagueiros por estarem de frente para a bola, e por serem fisicamente mais encorpados e altos que os atacantes adversários.

- INTERCEPTAÇÃO: para sua execução é imperativo ter o tempo exato de bola e conhecer bem seu adversário e os fundamentos para sua execução são os mesmos da antecipação, a diferença está em que a interceptação é efetuada quando o adversário já recebeu a bola e a antecipação antes que ele receba.

A marcação por zona visa restringir a ação dos adversários no espaço que se forma, por mais compactado que seja o posicionamento defensivo, entre as linhas baixa e alta de marcação, que surge nas costas dos volantes e a frente dos zagueiros e laterais.

É importante pressionar o adversário que está com a bola, não lhe dando tempo para criar e nem espaço para manobrar, o obrigando a utilizar o máximo de bolas longas, pois essas, como assinalamos, são vantajosas para os seus defensores.



LUIZ SERGIO CUNHA

 
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