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  17. Estatístcas

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Blumenau/SC

Garrincha


Em 31/05/2021 às 16:48

PARTE 17 - ESTATÍSTICAS

Diz um ditado que os números não mentem e como engenheiro que fui, estou convencido disso.

Em todas as esferas de atividades, há uma matéria fundamentada na exatidão matemática, que é plenamente utilizada, que se chama Estatística.

As pessoas a confundem com pesquisa, quando essa é apenas um procedimento que a utiliza.

Alguém então vai perguntar: então porque as pesquisas falham se a sua base é a estatística, tida como ciência exata?

Nas pesquisas há uma metodologia que deve estipular a forma como se faz a coleta de dados para depois a processar e esse processamento é feito de forma correta.

O que não é feito de forma correta, muitas vezes, é a amostragem.

Sabemos que o time de maior torcida no país é o Flamengo, porém se eu fizer uma pesquisa tendo como universo de coleta de dados em sua maioria, municípios no país, que sabidamente possuem maiores contingentes de torcedores do Corinthians, certamente, apesar dos cálculos estarem todos exatos, terá como resultado o time de São Paulo, como o de maior torcida no país.

O mesmo ocorre numa pesquisa sobre maioria católica ou evangélica e se a amostragem for efetuada na saída da missa ou do culto, teremos resultados diferentes

Esclarecido esse importante detalhe, podemos voltar ao futebol e cada participação, seja de desarme, criação, número de passe curtos, médios e longos efetuados com acerto ou errado, cruzamentos e finalizações, desarmes, interceptações, bolas cabeçadas em jogo aéreo, defesas com retenção de bola ou dando rebotes, escanteios concedidos, quilometragem percorrida, maior concentração de locais em que se posicionou, calorias perdidas, batimentos cardíacos, enfim, tudo que se queira saber, pode e deve ser registrado, para analisar soluções de melhoramentos.

Também na parte de preparação física ela se faz necessária.

As estatísticas são de suma importância para levantar padrões e desvios e fazer as correções necessárias para os patamares de excelência de performance estabelecidos.

Vou colocar um exemplo.

O batedor de penalidades máximas do adversário, cobra 4 em cada 5 cobranças no canto direito e seu padrão repetitivo é de duas cobranças no lado direito do goleiro, uma no esquerdo e outras duas seguintes novamente no canto direito. Assim o nosso goleiro deve entrar em campo sabendo que é muito alta a probabilidade de bater a penalidade, caso ela ocorra, no seu lado direito.

Vamos sofisticar mais: foi observado que ao se concentrar para bater a penalidade, determinado cobrador oficial do adversário o faz sempre com o mesmo pé e que quando vai bater no canto esquerdo do goleiro, se posiciona mais para a esquerda da bola e quando bate para o lado direito, se posiciona mais para o lado direito da bola.

Se meu goleiro tem essa informação, ao ver o posicionamento do batedor adversário diante da bola, já sabe o canto em que irá bater e essa informação lhe aumenta em muito o porcentual de possibilidade de defesa da cobrança.

Esse tipo de informação sobre, digamos, os “cacoetes” dos jogadores adversários, devem ser não só do conhecimento de nossos jogadores, bem como a melhor ação a ser praticada para lhes anular os dribles costumeiros.

Volto a assinalar que quanto maior o conhecimento das características e procedimentos do adversário, individuais e coletivos, maiores serão as chances de vitória.

Faço a ressalva, que muitas vezes números ruins de um jogador não se devem a sua capacidade técnica, mas sim ao fato de estarem jogando em posição incompatível com seu perfil ou até mesmo exercendo função que não lhe é natural e, portanto, todo cuidado é pouco na análise dos dados

 



LUIZ SERGIO CUNHA

 
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