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  compactação de espaços

Desde 12/2007 • 12 anos de CANAL
blumenau/SC

Garrincha


Em 18/05/2020 às 17:39

6.1 - COMPACTAÇÃO DE ESPAÇOS

Importante aqui é observar que todas essas modificações esquemáticas desde o 235 para o WM e desse para o MM e assim por diante, foram implantadas sem substituições durante o desenrolar dos jogos, mesmo porque na época elas não eram permitidas.

Há um provérbio que diz muito respeito ao futebol: “O medo de perder anula a vontade de vencer.

Esse pensamento se alastrou no futebol brasileiro, que se somou a outro ditado (seguro morreu de velho) e a ideia mandante passou a ser a de não tomar gols, ao invés de fazer gols e aquele encanto que alguns privilegiados como eu tiveram a felicidade de ver, de um Santos e Botafogo, que venciam muito e com placares dilatados, como 5x3, 6x2, 4x3, etc...

E aí aconteceu essa nefasta modificação de postura e o encanto do futebol que é o gol se definhou para o 1x0 e no máximo um 2x1, com uma infinidade de empates e a maioria de 0x0, pois os times passaram a ter sempre 5 jogadores em posição defensiva e também no máximo 5 jogadores nas ações ofensivas e nosso futebol foi perdendo terreno e hoje a Europa, mais atrevida e consciente, nos tomou a supremacia.

A maioria de nossos clubes e a nossa seleção é o exemplo, utilizam 2 zagueiros, 2 laterais contidos e se alternando nas descidas, 2 volantes preocupados somente em impedir eventuais contra-ataques e que são efetivos na marcação. porém nulidades na criação, 3 meias deficientes de ousadia e dos fundamentos básicos de passes, lançamentos e tabelas e 1 atacante que se esconde entre os marcadores adversários e que nem a ação de “pivotarem”, ou seja se apresentarem para a tabela ou girarem sobre seu marcador e para o lado oposto da zagueiro que está na sobra, exercem com perfeição e passam o jogo esperando uma sobra de bola para finalizarem.

Que mediocridade!

O que eu proponho é que essa pasmaceira seja trocada para algo mais ofensivo e contundente e para tal, temos que pensar numa filosofia que nos permita atacar e defender com mais gente e assim é imperativo a mudança de filosofia de jogo e colocarmos em campo formas de jogar mais compacta, quer defensiva como ofensivamente.

Antes de mergulharmos fundo nas mesmas, temos que esclarecer alguns pontos.

O primeiro deles é deixar claro que essas sopas de letras que definem um sistema, são somente para arrumação do time no início da partida, pois as transições ofensivas e defensivas, que ocorrem de formas sucessivas durante um jogo, impõem novos posicionamentos e os iniciais se deformam em outros por conta da movimentação no objetivo de ter a posse da bola, que desaparecem tão logo o árbitro autorize o início do jogo.

A ideia que tenho é de atacar e com o máximo de 8 jogadores e se defender com 10 e para tal, temos que saber ocupar os setores do campo, que entendo serem três:

- O setor defensivo que vai de sua linha de fundo até a sua linha intermediária.

- O setor de criação que vai da sua intermediária até a intermediária do campo defensivo do adversário.

- O setor ofensivo que vai da intermediária do adversário até a linha de fundo dele.

Para cada ocupação dessa temos um esquema específico e diria que o defensivo seria um 442, o de criação um 262 e o de ataque um 217 ou mesmo diante de algumas situações específicas como em desvantagem no marcador, um 28

Essas esquematizações devem ser treinadas, treinadas e treinadas e para as atender, criadas jogadas de movimentação e triangulações que permitam o avanço pelo campo defensivo do adversário em jogadas pelos francos, tabelas de meio de área e infiltrações dos meias que chegam de trás tendo a posse segura da bola e sabendo os passos mais adequados a serem dados em sequência.

Para melhor entendimento, vamos através de números, mostrar como se portam hoje as principais equipes europeias e as nossas em relação a distribuição dos jogadores na execução das principais ações em campo.

- Europa inicial: 21223

- Brasil inicial: 4231

- Europa criação: 2143

- Brasil criação: 343

- Europa ofensivo: 217

- Brasil ofensivo: 3223

- Europa finalização: 2116 com máximo de 5 jogadores dentro da área do adversário

- Brasil finalização: 3133 com o máximo de 3 jogadores na área do adversário

É muita diferença!

Na Europa quem tem a bola ataca e quem não a tem se defende e em ambas as formas com a maior quantidade possível de elementos diante da circunstância do jogo, mas aqui no Brasil, o medo de perder, coloca em postura preferencial se defender.

 

Imaginem um pugilista que não agride seu adversário, porque tem medo de sofrer um contra-ataque e ser nocauteado e assim cada “clinch” é um tempo ganho para o objetivo de não perder, mas posso lhes assegurar que esse pugilista nunca será um campeão.



LUIZ SERGIO CUNHA

camisa_7

Desde 05/2016 • 4 anos de CANAL
AC

Garrincha


Em 21/05/2020 às 14:53
 

" primeiro deles é deixar claro que essas sopas de letras que definem um sistema, são somente para arrumação do time no início da partida, pois as transições ofensivas e defensivas, que ocorrem de formas sucessivas durante um jogo, impõem novos posicionamentos e os iniciais se deformam em outros por conta da movimentação no objetivo de ter a posse da bola, que desaparecem tão logo o árbitro autorize o início do jogo.

A ideia que tenho é de atacar e com o máximo de 8 jogadores e se defender com 10 e para tal, temos que saber ocupar os setores do campo, que entendo serem três:

- O setor defensivo que vai de sua linha de fundo até a sua linha intermediária.

- O setor de criação que vai da sua intermediária até a intermediária do campo defensivo do adversário.

- O setor ofensivo que vai da intermediária do adversário até a linha de fundo dele.

Para cada ocupação dessa temos um esquema específico e diria que o defensivo seria um 442, o de criação um 262 e o de ataque um 217 ou mesmo diante de algumas situações específicas como em desvantagem no marcador, um 28"

 

 Concordo inteiramente com o trecho destacado. Aliás, uma das coisas que mais me incomodam nesses treineiros que se dividem, de tempos em tempos, no comando do Botafogo são esses esquemas estáticos, onde os jogadores ficam sempre presos em determinadas posições, facilitando a marcação por não haver movimentação. Apenas complemento que aliado ao dito pelo colunista os jogadores têm que entrar, acima de tudo, com vontade de vencer, sem medo de nada, no melhor estilo "disputando cada bola como se fosse um prato de comida", como já diria o saudoso Nenem Prancha. Até porque sem vontade, não se chega a lugar nenhum. 

 

Por fim, sem me alongar mais ainda, ressalto que o trecho destacado é algo q eu anseio de  ver, urgentemente, no Botafogo e que, infelizmente, ainda não aconteceu. Quem sabe com o Paulo Autori isso não ocorra... 



lscunha

Desde 12/2007 • 12 anos de CANAL
blumenau/SC

Garrincha


Em 21/05/2020 às 15:51
 

Camisa 7,

eu gostaria muito de um dia bater um papo com o Autuori, pois o acho um treinador com ideias com as quas comungo e um homem com caráter inquestionável.

acho que pelo tempo que teve, ainda não havia encontrado as esquematizações adequadas, pois ainda estava na fase de observar potenciais.

se o jgo em si é como se fosse um xadrez, a esquematização tanto defensiva, de transição de defesa para ataque e vice-versa, como a ofensiva, so quebra cabeças e para a estabelecer se deve conhecer as peças pelas formas e pelos desenhos de suas  superfícies.

o fato é, que no momento que o futebol foi paralizado, o flamengo estava alguns passos a frente dos demais e por isto está com pressa dos campeonatos recomeçarem.

a parada foi ba para os demais sob o aspecto teórico, mas trouxe também a falta de prática, pois o futebol exige uma movimentação sincronizada, que só se alcança com os treinamentos de campo inteiro e os jogos.

é preciso que o corpo técnico esteja ligado nisso e nós que tínhamos um excelente "strategic head", perdemos o espinosa e temos que achar alguém que se una ao Autuori nessa tarefa.

ao meu ver, necessitamos principalme te de laterais e volantes defensivos de alta performance, mas antes de tudo, alguém para preencher a lacuna que o espinosa deixou, pois tudo começa com o planejamento de implantação da filosofia e essa tem que espelhar a cara do clube.

o Botafogo é um busto em alto relevo como um camafeu e assim, tem que transmitir a nós torcedores e aos adversários, essa silhueta.

nós temos que ser a alegria para um lado e o pãnico para os outros.

lscunha 

 





LUIZ SERGIO CUNHA

camisa_7

Desde 05/2016 • 4 anos de CANAL
AC

Garrincha


Em 21/05/2020 às 23:06
 

lscunha disse:

Camisa 7,

eu gostaria muito de um dia bater um papo com o Autuori, pois o acho um treinador com ideias com as quas comungo e um homem com caráter inquestionável.

acho que pelo tempo que teve, ainda não havia encontrado as esquematizações adequadas, pois ainda estava na fase de observar potenciais.

se o jgo em si é como se fosse um xadrez, a esquematização tanto defensiva, de transição de defesa para ataque e vice-versa, como a ofensiva, so quebra cabeças e para a estabelecer se deve conhecer as peças pelas formas e pelos desenhos de suas  superfícies.

o fato é, que no momento que o futebol foi paralizado, o flamengo estava alguns passos a frente dos demais e por isto está com pressa dos campeonatos recomeçarem.

a parada foi ba para os demais sob o aspecto teórico, mas trouxe também a falta de prática, pois o futebol exige uma movimentação sincronizada, que só se alcança com os treinamentos de campo inteiro e os jogos.

é preciso que o corpo técnico esteja ligado nisso e nós que tínhamos um excelente "strategic head", perdemos o espinosa e temos que achar alguém que se una ao Autuori nessa tarefa.

ao meu ver, necessitamos principalme te de laterais e volantes defensivos de alta performance, mas antes de tudo, alguém para preencher a lacuna que o espinosa deixou, pois tudo começa com o planejamento de implantação da filosofia e essa tem que espelhar a cara do clube.

o Botafogo é um busto em alto relevo como um camafeu e assim, tem que transmitir a nós torcedores e aos adversários, essa silhueta.

nós temos que ser a alegria para um lado e o pãnico para os outros.

lscunha 

 

 

Cunha, realmente o Espinosa foi uma grande perda, em todos os sentidos. Estava bastante confiante no trabalho dele e acho bem difícil encontrarmos alguém à sua altura, hoje, no mercado nacional. 

Em relação ao Autuori, realmente torço para que ele seja esse treinador que há tanto tempo precisamos. Até porque, um bom treinador é imprescindível para times com poucos recursos, como é o Botafogo.



 
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