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Sonic
  Lado fraco da corda!

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Duque de Caxias/RJ

Garrincha


Em 08/01/2020 às 22:32

Fala rapaziada boa!!!

 

Nos últimos dias foi noticiado o interesse e proposta do Barcelona pelo Matheus Fernandes. Essa sondagem do clube catalão já havia ocorrido no meio de 2017, quando Matheus ainda era atleta do Botafogo. O Barcelona fez proposta de R$27 milhões para o Palmeiras, quase o dobro do que os paulistas pagaram ao Botafogo. E o atleta vale mais que isso, mas como jogou pouco em 2019, é natural a desvalorização.

Casos como o de Matheus Fernandes tem sido algo corriqueiro em General Severiano. O clube consegue com muita dificuldade revelar alguns bons nomes - nenhum craque, é bom que se diga - mas não consegue vender por um preço razoável.  

Vejam esse time:

Renan; Gilberto, Dória, Rabello e Jonathan; Gabriel, Matheus Fernandes e Daniel; Vitinho, Caio e Ribamar.

Nota: Ribamar, embora bem fraco, nos rendeu uma boa grana, por isso está na escalação.

Do time acima, Gabriel e Daniel, saíram do clube sem render nenhum real aos cofres alvinegros, simplesmente, porque o clube não honrava seus compromissos e ambos deixaram o clube.

Renan: Saiu em final de contrato.

Gilberto: Vendido à Fiorentina – ITA, por R$3,4 mi. Botafogo ficou com 50% do valor.

Dória: Vendido por quase R$30 mi para o Olympique de Marselha – FRA. Botafogo ficou com apenas 30% do valor da venda. O clube tinha 40% dos direitos do atleta, o restante já havia vendido por merreca a grupos de empresários.

Igor Rabello: Envolvido em uma negociação pra lá de estranha com o Atletico MG. O clube recebeu R$13mi, mas o empréstimo do zagueiro Gabriel. O Botafogo era detentor de apenas 60% do zagueiro.

Jonathan: Em sua temporada de estreia no futebol profissional, o lateral fez apenas 17 jogos com nossa camisa e foi vendido ao Almería – ESP por R$4,5 mi.

Matheus Fernandes: O Botafogo tinha uma proposta de aproximadamente R$20mi do Genoa – ITA, mas preferiu vender o atleta ao Palmeiras, por R$15 mi, para agilizar o pagamento.

Vitinho: A maior venda da história do clube. Vendido ao CSKA, por R$31,6 mi.

Ribamar: Rendeu aos cofres alvinegros R$9 mi em negócio com o time alemão, Munique 1860.

 

Esses são alguns jogadores revelados e negociados pelo Botafogo nos últimos anos e eu não tenho dúvida que todos eles seriam vendidos por valor mais alto se tivessem sido revelados por Fluminense, Flamengo, Santos, SPFC ou outro grande clube do futebol brasileiro.

O Botafogo vende muito mal suas revelações, isso é um fato, parte dessa culpa é das diretorias que passaram por General Severiano, onde parecem se orgulhar em ir para a tv passar o pires, praticamente implorar para vender alguém, por qualquer merreca que estiverem dispostos a pagar.

Em 2017, quando houve a sondagem do Barcelona ao Matheus Fernandes, a multa do jogador era de aproximadamente R$130 mi. Como pode um atleta com a multa de R$130 mi, sair por R$15 mi?!

Essa postura do clube o coloca sempre como o lado mais fraco em uma negociação.

Todo garoto que sonha ser jogador profissional, também sonha em jogar na Europa, em ser rico. Nós já não temos uma estrutura descente para as divisões de base, não vendemos bem, você acha que o Botafogo é um clube atrativo para os potenciais jogadores? Pais e empresários já não nos consideram entre as primeiras opções.

 

Ou o Botafogo muda de vez sua postura ou podemos encontrar o novo Neymar, que venderemos por alguns pares de chuteira ou envolveremos em alguma negociação do tipo caracu.



Feliz "pacaraca"

emílio

Desde 11/2009 • 11 anos de CANAL
Belo Horizonte/MG

Garrincha


Em 09/01/2020 às 06:43
 

Esqueceu do Lyanco

lscunha

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 09/01/2020 às 07:11
 

não resta dúvida que o otafogo não só vende mal, como mal também adninistra a carreira desses meninos.

sorte a mossa que dos citados, apenas Díria tem qualidade para jogar de titular num grande clube brasileiro.

enquanro não planejarmos de forma ampla e profunda o nosso mofelo de formação de base, nada conseguiremos, mesmo com o CT começando a funcionar.

na coluna que escrevo, proponho um Manual de Futebol para estabelecermos um padrão de excelência e vou colocando o meso por parte para leitura, apreciação e contribuição. muitos costumam ler as colunas, mas raros são aqueles que tecem algum comentário.

não sou o dono da verdade e tenho muito que aprender com as crúticas e sugestões, mas nada recebo.

é desanimador!

lscunha 





LUIZ SERGIO CUNHA

Sonic

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Duque de Caxias/RJ

Garrincha


Em 09/01/2020 às 18:30
 

emílio disse:
Esqueceu do Lyanco

Não coloquei ele no time, porque não chegou a jogar entre os profissionais. Uma pena a lesão ter tirado ele do pré-olimpico.




Feliz "pacaraca"

Sonic

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Duque de Caxias/RJ

Garrincha


Em 09/01/2020 às 18:40
 

lscunha disse:

não resta dúvida que o otafogo não só vende mal, como mal também adninistra a carreira desses meninos.

sorte a mossa que dos citados, apenas Díria tem qualidade para jogar de titular num grande clube brasileiro.

enquanro não planejarmos de forma ampla e profunda o nosso mofelo de formação de base, nada conseguiremos, mesmo com o CT começando a funcionar.

na coluna que escrevo, proponho um Manual de Futebol para estabelecermos um padrão de excelência e vou colocando o meso por parte para leitura, apreciação e contribuição. muitos costumam ler as colunas, mas raros são aqueles que tecem algum comentário.

não sou o dono da verdade e tenho muito que aprender com as crúticas e sugestões, mas nada recebo.

é desanimador!

lscunha 


Cunha, o Gilberto é titular no fluminense; Rabello no Galo; Matheus Fernandes terminou a temporada como titular no Palmeiras; Vitinho tem vaga em qualquer clube no Brasil; Renan foi sondado por SPFC e Flamengo recentemente... Ou seja, jogadores novos com algum valor de mercado, com espaço no futebol brasileiro e tambem fora do Brasil, e que o Botafogo não soube fazer dinheiro.

Concordo contigo quanto a formação, principalmente na parte fisica. É nítido, por exemplo, que o Ênio que está jogando a Copinha sabe jogar futebol, mas com aquele fisico vai sofrer quando chegar entre os profissionais. 

Estive longe do Canal por um tempo, mas vou dar uma olhada no manual com calma. 





Feliz "pacaraca"

lolacampo

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
nova venecia/ES

Garrincha


Em 09/01/2020 às 18:55
 

o problema é como alimentar os lobos de GS, se não tiver lenha pra sauna, fudeu.



ßOTAFOGO FR - O MAIS BONITO DO MUNDO!

FOGÃO V.R.

Desde 01/2012 • 9 anos de CANAL
Volta Redonda/RJ

Garrincha


Em 10/01/2020 às 08:14
 

Concordo que são péssimos vendedores,mas na situação que o clube se encontra,não dá pra atirar pedras também.
Chegamos numa situação de desespero,na qual o dinheiro tem que entrar de qualquer jeito.É o ex-rico que está vendendo seus últimos bens numa liquidação de garagem,e a vizinhança toda sabe disso.
Enquanto não funcionar a SA,para tirar essa corda do nosso pescoço,vai ser isso aí.Acho que uns 3 zagueiros da base já foram vendidos sem nem chegar ao time de cima.Espero que até o final do ano estejamos mais equilibrados.


emílio

Desde 11/2009 • 11 anos de CANAL
Belo Horizonte/MG

Garrincha


Em 10/01/2020 às 10:21
 

Por já estar lançando no professional já começa a mudar. O grande problema foi o hiato de quase 30 anos, que só revelou o Djair, que me lembro.

lscunha

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Blumenau/SC

Garrincha


Em 10/01/2020 às 11:25
 

o alemão também.

 





LUIZ SERGIO CUNHA

Mineirow@hotmail.com

Desde 09/2013 • 7 anos de CANAL
zona rural/MG

Garrincha


Em 10/01/2020 às 12:48
 

Vende mal e compra pior ainda.



( ͡° ل͟ ͡° )

Mineiro♣

 

 

 

juliomelo

Desde 07/2019 • 1 ano de CANAL
São Luís/MA

Profissional


Em 10/01/2020 às 14:49
 

A falta de grana é um fator importante. A incompetência, a falta de profissionalismo é um fator mais importante e determinante 

nas péssimas transações do futebol alvinegro.

Um trabalho de desenvolvimento muscular de vários atletas já faria uma diferença absurda. Vejam o thalles magno do bacalhau,

  o cara é forte, vejam o ênio, já imaginou se fosse forte também.

Pois é! 



kakarotto

Desde 12/2007 • 13 anos de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Garrincha


Em 10/01/2020 às 17:29
 

O Botafogo vende mal por 2 motivos: Nacionalmente, todos sabem que estamos com o pires na mão e em nivel Europeu ainda não tivemos nenhum jogador que tenha ido pra Europa e tenha dado certo. Não somos reconhecidos como celeiros de craques (hj em dia, que fique bem claro). Por isso nenhum clube de fora vai tender a oferecer grandes quantias para nós.



"Não se compara, quando você joga não importa nada... É diferente, esse sentimento ninguém entende!!" 

 

 


Rau-Riu

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Buriti Alegre/GO

Profissional


Em 10/01/2020 às 21:39
 

Se o Enio fosse do time do coisa ruim/mulamdo/urubu, a imprensa cretina já tava falando que era o novo Pelé.

Sonic

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Duque de Caxias/RJ

Garrincha


Em 10/01/2020 às 23:42
 

FOGÃO V.R. disse:
Concordo que são péssimos vendedores,mas na situação que o clube se encontra,não dá pra atirar pedras também.
Chegamos numa situação de desespero,na qual o dinheiro tem que entrar de qualquer jeito.É o ex-rico que está vendendo seus últimos bens numa liquidação de garagem,e a vizinhança toda sabe disso.
Enquanto não funcionar a SA,para tirar essa corda do nosso pescoço,vai ser isso aí.Acho que uns 3 zagueiros da base já foram vendidos sem nem chegar ao time de cima.Espero que até o final do ano estejamos mais equilibrados.

Pois é, Fogão... por causa de gestões desastrosas o clube se afunda ainda mais, porque ao desvalorizar as divisões de base, perde uma de suas principais fontes de receita.




Feliz "pacaraca"

Sonic

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Duque de Caxias/RJ

Garrincha


Em 10/01/2020 às 23:44
 

emílio disse:
Por já estar lançando no professional já começa a mudar. O grande problema foi o hiato de quase 30 anos, que só revelou o Djair, que me lembro.

Emilio, sem dúvida o trabalho nas divisões de base melhorou... mas como digo, o clube ainda engatinha nessa seara, temos muito chão pra correr ainda.




Feliz "pacaraca"

Sonic

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Duque de Caxias/RJ

Garrincha


Em 10/01/2020 às 23:46
 

juliomelo disse:

A falta de grana é um fator importante. A incompetência, a falta de profissionalismo é um fator mais importante e determinante 

nas péssimas transações do futebol alvinegro.

Um trabalho de desenvolvimento muscular de vários atletas já faria uma diferença absurda. Vejam o thalles magno do bacalhau,

  o cara é forte, vejam o ênio, já imaginou se fosse forte também.

Pois é! 


Como disse acima para o Cunha, a parte fisica nas divisões de base é um dos problemas que se arrastam por decadas no Botafogo. Melhorar isso é essencial para valorizar nossas "mercadorias".




Feliz "pacaraca"

Sonic

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Duque de Caxias/RJ

Garrincha


Em 10/01/2020 às 23:57
 

kakarotto disse:
O Botafogo vende mal por 2 motivos: Nacionalmente, todos sabem que estamos com o pires na mão e em nivel Europeu ainda não tivemos nenhum jogador que tenha ido pra Europa e tenha dado certo. Não somos reconhecidos como celeiros de craques (hj em dia, que fique bem claro). Por isso nenhum clube de fora vai tender a oferecer grandes quantias para nós.

 

Concordo contigo. Quem poderia ter colocado o Botafogo numa vitrine lá fora era o Vitinho quando foi para o CSKA, mas não se saiu como esperado. 

 

Agora, já está na hora do Botafogo parar de gerar notícia ruim... Tem que fazer o básico para um clube sério, manter o salário de seus funcionários em dia e parar de ir para a TV chorar miséria por conta da incompetência em gerar dinheiro.





Feliz "pacaraca"

Sonic

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Duque de Caxias/RJ

Garrincha


Em 11/01/2020 às 00:10
 

Rau-Riu disse:
Se o Enio fosse do time do coisa ruim/mulamdo/urubu, a imprensa cretina já tava falando que era o novo Pelé.


Rau, na primeira rodada da copinha o Ênio também anotou 2 gols. Teve um jogador do Santos que também fez 2 gols... Você entrava na página principal da Globo.com e havia um destaque para os 2 gols do "Raio". A página do Santos na Globo.com está repleta de noticias sobre a participação do time na Copa São Paulo, tem entrevista com um zagueiro que marcou 2 gols numa goleada, tem apresentação de patrocinador master para as divisões de base, tem de tudo pra valorizar os garotos, enquanto aqui, só vemos noticias na página do clube. 

O Botafogo não conta com a simpatia da grande mídia e pra piorar não sabe expor suas "mercadorias". 





Feliz "pacaraca"

LeoSeabra

Desde 01/2015 • 6 anos de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Nilton Santos


Em 14/01/2020 às 08:08
 

Não vendemos bem, mas também não é nada de catastrófico. Talvez pudéssemos lucrar de 10 a 20% a mais nessas vendas.  Nossos jogadores não tem pedigree, nenhum desses aí após sair do clube teve venda superior. 

Dessa lista, lamento muito pelo Rabelo, foi uma venda horrorosa que no final valeu pelo que o Gabriel jogou em 2019.

Agora analisando o todo, vendas como estas do Flamengo é o ponto fora da curva, ou esquema de lavagem de dinheiro, pois seus jogadores estão sendo um grande fiasco na Europa. 

Um exemplo d negociação para os demais clube:

Michel revelação do BR19

 "Ainda segundo o empresário, o Flamengo pagará o Goiás em três parcelas: 2,5 milhões de euros em 5 de fevereiro de 2020; 2,5 milhões de euros em 15 de julho de 2020 e 2,5 milhões de euros em 25 de janeiro de 2021."

 

Até Botafogo SA poderia tercomprado. 

Valor e forma de pagamento ridiculos, e olha que o goias nao parece que esta c a corda do pescoço. 

 



Jair

Desde 04/2020 • 1 ano de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Fraldinha


Em 02/05/2020 às 13:28
 

Ser colunista fixo do fórum e não postar desde janeiro é igual passivo dotado. É melhor não ser

Nicanor Passos

Desde 09/2020
Goiânia/GO

Garrincha


Em 12/12/2020 às 21:27
 

Sonic disse:

Fala rapaziada boa!!!

 

Nos últimos dias foi noticiado o interesse e proposta do Barcelona pelo Matheus Fernandes. Essa sondagem do clube catalão já havia ocorrido no meio de 2017, quando Matheus ainda era atleta do Botafogo. O Barcelona fez proposta de R$27 milhões para o Palmeiras, quase o dobro do que os paulistas pagaram ao Botafogo. E o atleta vale mais que isso, mas como jogou pouco em 2019, é natural a desvalorização.

Casos como o de Matheus Fernandes tem sido algo corriqueiro em General Severiano. O clube consegue com muita dificuldade revelar alguns bons nomes - nenhum craque, é bom que se diga - mas não consegue vender por um preço razoável.  

Vejam esse time:

Renan; Gilberto, Dória, Rabello e Jonathan; Gabriel, Matheus Fernandes e Daniel; Vitinho, Caio e Ribamar.

Nota: Ribamar, embora bem fraco, nos rendeu uma boa grana, por isso está na escalação.

Do time acima, Gabriel e Daniel, saíram do clube sem render nenhum real aos cofres alvinegros, simplesmente, porque o clube não honrava seus compromissos e ambos deixaram o clube.

Renan: Saiu em final de contrato.

Gilberto: Vendido à Fiorentina – ITA, por R$3,4 mi. Botafogo ficou com 50% do valor.

Dória: Vendido por quase R$30 mi para o Olympique de Marselha – FRA. Botafogo ficou com apenas 30% do valor da venda. O clube tinha 40% dos direitos do atleta, o restante já havia vendido por merreca a grupos de empresários.

Igor Rabello: Envolvido em uma negociação pra lá de estranha com o Atletico MG. O clube recebeu R$13mi, mas o empréstimo do zagueiro Gabriel. O Botafogo era detentor de apenas 60% do zagueiro.

Jonathan: Em sua temporada de estreia no futebol profissional, o lateral fez apenas 17 jogos com nossa camisa e foi vendido ao Almería – ESP por R$4,5 mi.

Matheus Fernandes: O Botafogo tinha uma proposta de aproximadamente R$20mi do Genoa – ITA, mas preferiu vender o atleta ao Palmeiras, por R$15 mi, para agilizar o pagamento.

Vitinho: A maior venda da história do clube. Vendido ao CSKA, por R$31,6 mi.

Ribamar: Rendeu aos cofres alvinegros R$9 mi em negócio com o time alemão, Munique 1860.

 

Esses são alguns jogadores revelados e negociados pelo Botafogo nos últimos anos e eu não tenho dúvida que todos eles seriam vendidos por valor mais alto se tivessem sido revelados por Fluminense, Flamengo, Santos, SPFC ou outro grande clube do futebol brasileiro.

O Botafogo vende muito mal suas revelações, isso é um fato, parte dessa culpa é das diretorias que passaram por General Severiano, onde parecem se orgulhar em ir para a tv passar o pires, praticamente implorar para vender alguém, por qualquer merreca que estiverem dispostos a pagar.

Em 2017, quando houve a sondagem do Barcelona ao Matheus Fernandes, a multa do jogador era de aproximadamente R$130 mi. Como pode um atleta com a multa de R$130 mi, sair por R$15 mi?!

Essa postura do clube o coloca sempre como o lado mais fraco em uma negociação.

Todo garoto que sonha ser jogador profissional, também sonha em jogar na Europa, em ser rico. Nós já não temos uma estrutura descente para as divisões de base, não vendemos bem, você acha que o Botafogo é um clube atrativo para os potenciais jogadores? Pais e empresários já não nos consideram entre as primeiras opções.

 

Ou o Botafogo muda de vez sua postura ou podemos encontrar o novo Neymar, que venderemos por alguns pares de chuteira ou envolveremos em alguma negociação do tipo caracu.

Sonic,

Resolvi abandonar o fórum de debates e frequentar, daqui para a frente, apenas os assuntos postados pelos colunistas (você e Mestre Cunha), por questões óbvias - dentre as quais o fato de que não tenho mais idade para me desgastar com os foristas e nem tampouco desaprender o que penso que aprendi. Nada contra os colegas, mas penso que aqui posso aprender mais sobre o que não sei, com diálogos em bom nível.

Mas, em relação à publicação em foco, superficialmente, contei que em todas essas transações citadas por você, o Botafogo arrecadou quase 100 milhões de reais.

Indago: como você é tem trânsito livre dentro do clube, para onde foi esse dinheiro? Não achas que, no mínimo, deveriam ter concluído os campos de grama do CT?  



juniorfogo

Desde 08/2009 • 11 anos de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Infantil


Em 13/12/2020 às 13:18
 

 

Pior do que não saber vender é não saber contratar. Enganasse ou é inocente quem pensa que o problema do Botafogo é falta de dinheiro. É claro que é um problema, como para qualquer outro clube, mas o pior é a safadeza rolar as vistas grossas e ninguém fazer nada. É evidente que as inúmeras contratações do Botafogo, principalmente as do finalzinho do mandato, foram para favorecer os bolsos de dirigentes e empresários.

Vários jogadores nem sequer jogaram e já saíram do clube.

A dos técnicos foi a pior, contrataram o argentino e demitiram pq não poderiam esperar ele voltar, mas contrataram o Barroca que tiveram que esperar mais ainda... Além da incoerência lógica, teve a incoerência e incompetência técnica de contratarem um técnico que presa a posse de bola (não que isso seja ruim), mas que não é ofensivo, para um time que está na zona de rebaixamento porque só empata.

Coisa de louco... Se não soubessemos que foram coisas de espertos... Maracutaias para encherem os bolsos. 

 



jorgeluiz

Desde 05/2008 • 13 anos de CANAL
Brasilia/DF

Garrincha


Em 14/01/2021 às 14:52
 

Fala, grande Sony. 

Um ano sem postar nada!

Que o TID e você entrem num acordo e coloquem outro Escriba para atuar.  

A propósito, lembro que fui um dos primeiros que sugerio a troca de Escribas neste CB.  

Sugeri, na oportunidade, você e o Iscunha.  

Sabemos que manter uma coluna tem que ter tempo e disponibilidade. 

 

Abraços....... 





   tô na área, se derrubar é penalti e sou amigo do juiz...

jorgeluiz

Desde 05/2008 • 13 anos de CANAL
Brasilia/DF

Garrincha


Em 17/01/2021 às 11:45
 

sugeriu....

 





   tô na área, se derrubar é penalti e sou amigo do juiz...

jorgeluiz

Desde 05/2008 • 13 anos de CANAL
Brasilia/DF

Garrincha


Em 08/02/2021 às 18:01
 

VILA NOVA

Alan Mineiro, Maurinho, João Pedro
Vila Nova
3
x

CUIABÁ

Cuiabá
0
Pós Jogo

Cuiabá perde para o Vila Nova-GO e dá adeus a chance do tri da Copa Verde





   tô na área, se derrubar é penalti e sou amigo do juiz...

jorgeluiz

Desde 05/2008 • 13 anos de CANAL
Brasilia/DF

Garrincha


Em 03/03/2021 às 10:22
 

BY NICANOR PASSOS......

 

MINHA PRIMEIRA VEZ NUM ESTÁDIO DE FUTEBOL

A primeira vez que sentei a bunda em cimentos de arquibancadas deu-se no final dos anos 60, quando, “ao chegar do interior, inocente puro e besta”, estive em “Belzonte”, para tentar corrigir o meu olho esquerdo vesgo, em consulta previamente agendada com Dr. Roberto Abdalla Moura (aquele mesmo oftalmologista que operou o Tostão, após descolamento de retina fruto de uma bicuda que lhe desferira o Ditão, um zagueiro ruim de bola que jogava no Corinthians).

Fechado esse parêntese preambular, o fato é que, depois de ter percorrido (dentro de um velho ônibus da Viação São Geraldo) os 660 kms que separavam a minha terra natal da capital mineira, à noite, fui surpreendido pelo meu cunhado:

“Troque roupa, pois vou te levar para conhecer o Mineirão”.

- “Quem vai jogar, Walter”? – indaguei, esperando resposta afirmativa no sentido de que o Botafogo estaria na cidade, jogando pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa – o “Robertão” – precursor do atual Campeonato Brasileiro.

Para o meu desalento, a resposta veio na ponta da língua:

“Cruzeiro e Vila Nova na preliminar de América e Atlético”, pelo Campeonato Mineiro.

Como em minha cidade natal Campeonato Mineiro e bosta era tudo a mesma coisa (na terra onde nasci o chique era torcer para os times cariocas, com o ouvido colado ao pé do rádio), pensei com meus botões:

- “Vamos lá assistir essa merda e seja o que Deus quiser!”

Por volta da sete da noite, entrei na Veraneio do cunhado e partimos da Padre Rolim, uma rua estreita situada nas proximidades do Colégio Arnaldo, rumo ao Estádio Magalhães Pinto.

Rapaááá! Achei que o trem num ia prestá, mas foi bão dimais da conta, sô! Quando o Cruzeiro entrou em campo, tendo à sua frente o goleiro Raul Plasmann vestindo uma camisa amarela, o estádio veio abaixo! É que, já naqueles tempos, a torcida do Galo era maioria e, entoada pela “Charanga do Júlio o Mais Amigo”, ecoaram gritos que ainda martelam meus ouvidos:

“Vanderléa... Vanderléa... Vanderléa...” – alusão à “Ternurinha”, cantora que formava o mais famoso trio musical do movimento “Jovem Guarda”.

Com o Raul pegando mais do que sinal de wi-fi, o time celeste venceu o Vila Nova (time mineiro da cidade de Nova Lima, que jogava com camisas banguenses), por 2 x 1, gols de Natal e Evaldo.

Finda a preliminar, saímos apressados para saborear um “Kaol” (comida típica do lugar, servida em marmitas, composta por tutu, arroz, torresmo, couve e ovo-mole-frito, acompanhado de Coca-Cola), uma delícia, daquelas de lamber os beiços!

Veio o jogo principal e, coitado, o meu cunhado fez de tudo para que eu passasse a torcer pelo seu Galo mineiro. Fez uso de todos os argumentos possíveis e inimagináveis – desde comparar as cores alvinegras do seu time com as do meu Botafogo, a beleza e o espetáculo que a Charanga do Galo fazia no estádio, até os arrepiantes gritos de galooooo, galoooo, galooooo, quando o Dario –o Peito de Aço – pegava na bola.

Não teve jeito! Vá entender esta minha mania de torcer para times pequenos: Meu coração magrelo cismou de gostar do América – time que entrara em campo uniformizado com meiões, calções e camisas na cor verde-periquito (“verde-cana”, como chamávamos aquela cor fluorescente na minha Nanuque querida).

Finda a rodada dupla, ao voltamos para casa, o cunhado perguntou-me se havia gostado da “Charanga do Galo” e respondi-lhe, conforme a narrativa que passo a expor.

Gostar, eu gostei. Mas não tanto quanto as cantorias do cantor cego, que animavam as partidas de futebol, nas tardes quentes da terra onde nasci.

É bem verdade que nunca vira e nem ouvira uma Charanga em estádios de futebol. Até então, onde nasci, quem animava o campo careca da Associação Atlética Bueno não eram bandas musicais, com instrumentos de percussão e sopro, mas sim um sujeito cujo caminhar dava-se a passos apressados, com a cabeça empinada rumo ao Sol. Mão direita sempre posta sobre o ombro também destro de um garoto de pele marrom que lhe fazia as vezes de cão-guia e lhe prestava assistência nos apetrechos que trazia dentro de um saco alvo de açúcar cristal. Descia sempre rápido a ladeira empoeirada do Alto Bonito rumo à Rua Uberlândia, onde, aos domingos, marcava ponto com as suas apresentações.

Portador de deficiência visual grave, nada enxergava, mas a tudo sentia, de tudo entendia, especialmente letras de cantorias que bem entoava ao dedilhar um violão que trazia às costas, em sentido transversal, da direta para a esquerda.

Tal era a sua capacidade: discernia eventuais perigos quando caminhava; sentia o perfume que exalava dos corpos das moças que ali assistiam os jogos de futebol – motivo o bastante para mudar o tom de voz, de alto a respeitoso, cumprimentando-as com um leve aceno de cabeça. Se masculinas as passadas que ouvia, mudava o tom: alterava a voz, mudava a canção e os dedos percorriam as cordas do instrumento musical de forma mais acelerada.

Cego por genética constituição, aparentava ser pessoa dotada de inteligência bastante elevada e treinamento avançado nos quesitos cantar e tocar. E como era gostoso vê-lo tocar com aquele violão enfeitado de seis ou sete fitas de sedas dependuradas no braço do instrumento gasto a balançar com a pouca brisa das manhãs dominicais da minha Nanuque esturricante!

Trazia amarrados aos dedos que marcavam o compasso musical, com base em pulsos e repousos, um casal de mamulengos (fantoches feitos a retalhos velhos) que a garotada nominava de Lampião e Maria Bonita, em razão da semelhança dos marionetes com os cangaceiros nordestinos.

E tocava... e os bonecos dançavam até amolecerem os pés e levantar a poeira que se escondia na mão direita do manipulador para lhes dar movimentos vivos!

Ao pescoço (bem ao estilo do suporte que o apresentador Sílvio Santos carregava para segurar-lhe o microfone), trazia um realejo para, a um só tempo, fazer fundo musical às canções que entoava.

Bonito de se ver!

Melhor ainda eram os sons do pandeiro, inventados pelo seu fiel assistente - um moleque que criou uma batida própria, invertendo, por completo, a maneira tradicional de tocar: Enquanto o cego fazia calos nas cordas do violão, o guri invertia a lógica musical – na batida clássica o dedo responsável pelo tempo forte é o polegar (o "dedão") e os tempos fracos batem-se com a ponta dos dedos –, ele fazia o contrário, o tempo forte era feito com a ponta dos dedos e o "dedão" fazia os tempos fracos:

- Tundum... ticumbum...

- Tundum... ticumbum...

- Ticumbum... tundum...

- Ticumbum... tundum...

Apesar das aparências, não eram repentistas (duplas que improvisam o "repente", sobre os mais variados temas, ao som de músicas extremamente simples, quase monótonas, tocada em violões ou violas, que, invariavelmente, denotam um uso excessivo de rimas pobres). Ao contrário, suas apresentações eram em praça pública, em geral nos arrabaldes da praça da feira, ou durante os festejos religiosos, apresentando temáticas ao gosto dos fregueses, e também sobre atualidades.

Pelos espetáculos que produzia a céu aberto, nada cobrava. Naqueles eventos esportivos do interior, a quando e quando quebrava o paradigma da sua faina rotineira: tocava sanfona, ao invés de violão. Tinha uma mania: Recusava-se a botar preço nos espetáculos - o quanto arremessavam dentro de um vasilhame de queijo bola cortado ao meio, cor vermelho desbotado, para servir de caixinha ou gorjetas lhe era suficiente...

E por mais que algum gaiato lhe pedisse para tocar os hinos de Flamengo, Vasco ou Botafogo, a resposta era sempre a mesma:

“Só toco e canto música das boa. Hino de futebol num é minha praia!”

Dito e feito:

“Pare de tomá a pírula... Pare de tomar a pírula... Pare de tomar a pírula... Pruquê ela num deixa nosso fio nascer...”

- Tundum... ticumbum...

- Tundum... ticumbum...

- Ticumbum... tundum...

- Ticumbum... tundum...

 

 





   tô na área, se derrubar é penalti e sou amigo do juiz...

jorgeluiz

Desde 05/2008 • 13 anos de CANAL
Brasilia/DF

Garrincha


Em 03/03/2021 às 10:24
 

BY NICANOR PASSOS.......

 

O TARZAN BOTAFOGUENSE DA MINHA TERRA NATAL

Muito antes de a expressão “Torcida Organizada” tornar-se sinônimo de violência nos estádios e de demarcação de territórios por trogloditas mal amados e mal encarados e intrujões nos clubes de futebol, sempre ouvi dizer que na torcida do botafogo quem dava o tom nas animações da torcida alvinegra, nas arquibancadas do Maracanã era Tarzan – um mineiro que se mudara para o Rio de Janeiro e, de cara, apaixonou-se pelo time que possui o escudo mais bonito do mundo.

Pelas ondas que cortavam o ar e rumavam da capital do antigo Estado da Guanabara descambavam na terra onde nasci, com as orelhas coladas ao velho Rádio Semp posto sobre uma cristaleira na sala de visitas, escutava, entre as narrativas do locutor Waldir Amaral o som inebriante que vinham do velho Mario Filho invadindo minha imaginação: ora as marchinhas entoadas pela Charanga do Flamengo, comandada por um tal de Jaime de Carvalho; ora os instrumentos de sopro que empurrava a torcida do time alvirrubro da Zona Oeste da Cidade Maravilhosa, a cantar, nas arquibancadas de cimento cru: “Bangu, Bangu, Banguuuu!”

Ao cabo dos meus meia-meia, não me recordo se, naqueles tempos, a torcida botafoguense comparecia aos estádios para empurrar o time ao som de bandas musicais. Recordo-me, porém, daquele personagem que, por assim dizer, foi o primeiro Chefe de uma torcida organizada que o Botafogo teve. Refiro-me a um sujeito forte, musculoso, queixo quadrado, com o seu incomparável topete “maracanã” (como era conhecido o penteado estilo Elvis Presley) que se usava na época.

Apelidado de Tarzan, a imagem do animador e organizador da torcida alvinegra nunca saiu da minha cabeça, desde o dia que a fora de circulação “Revista do Esporte” estampou sua cara, numa das capas semanais. Ainda me recordo de “có e salteado, de frente pra trás, de trás pra frente, de bandinha, de cabeça para baixo e de revestrés” todas as respostas dadas ao jornalista, impressas em linotipos do velho periódico que concorria com a também extinta “Revista do Rádio”- esta dedicada apenas a mostrar a cara dos cantores que faziam as meninas se descabelarem nos anos 60.

Apesar disso e daquilo, o Tarzan que idolatrava nos tempos de mocidade não era o Chefe da Organizada do time que me escolheu para torcer. Nada disso. O ídolo era outro – um também torcedor do Botafogo, metido a falar inglês (embora analfa mãe de pai e beto), que conheci e com quem convivi boa parte do tempo em que passei na terra onde nasci.

Não, não me perguntem o significado de uma sequer expressão grafada em inglês, pois nunca fui bom aluno e nem frequentei cursinhos instrumentais, para aprender a escrever e a falar aquele vernaculuzinho mixuruca, desprovido da riqueza histórica que somente a língua portuguesa possui, fruto de um cabedal que a última flor do lácio lhe deixou de herança.

O fato é que para mim, a única coisa boa que a língua inglesa nos apresenta é a sua fonética, vale dizer, a parte da linguística que estuda e classifica os elementos mínimos da linguagem articulada (fones, sons da fala) em sua realização concreta; as particularidades fônicas do sistema linguístico determinado pelo povo num dado momento.

O que quero dizer com tudo isso é que, da língua inglesa, a única coisa significante que aprendi - não em salas de aula, mas ouvindo um carismático botafoguense, apelidado de Tarzan - foi repetir o que ele, o chapa fazia, em pronúncias e gestos escorreitos, o que acabara de ouvir e de assistir nas cenas reproduzidas na tela alva do Cine Bralanda, após as sessões das seis, nos domingos das minha Nanuque querida:

"Relemenche, menche ó!"

- "Matche claine, claine ó rer!"

Para quem não o conheceu, não é demais lembrar quem foi o Tarzan, um carregador de fretes, senhor de meia idade, que vivia metido a falar inglês com os meninos abestalhados com quem mantinha interlocuções nas feiras sabatinas que aconteciam em frente ao Mercado Municipal de Nanuque, estacionando seu carro de quatro rodas construído com esmero por suas próprias mãos: Tinha a aparência do ator Johnny Weissmuller, que encarnou o herói em doze fitas, primeiro na MGM, depois na RKO, vestia-se e portava-se tal qual Maciste, inclusive trazendo amarradas aos pulsos aquelas munhequeiras de couro cravejadas de tachinhas brilhosas de percevejos.

Tarzan que conheci entre a saída da infância e entrada da minha adolescência era “forte pra dedéu”: Dotado de uma musculatura digna de causar invejas a qualquer frequentador de academias dos dias que correm, era capaz de subir a imensa ladeira da Rua Alvinópolis puxando o seu carrinho de fretes (que media pra mais de metro e meio) amarrado com cordas à cintura e carregado com os produtos adquiridos pelas freguesas de sempre.

Subia puxando o pesado fardo, cantando, sorrindo, sem sequer pingar suor... Descia a mesma ladeira montado ao volante rumo ao velho local de trocas de mercadorias, embalado e, quando lá chegava ainda dava um "cavalo de pau" no possante de madeira. E aí do moleque que se atrevesse a estacionar carrinhos de fretes no lugar demarcado para a sua "máquina"! Sobrava sopapos pra todo mundo e voavam carrinhos de mãos a mais não querer!

Quando o vi pela última vez, postava-se ali, nas proximidades do extinto Banco da Bahia: Estava a confabular algo ininteligível com o seu amigo (e também chapa) Prego, um rapaz negro, de extenso bigode, baixinho metido a bom de bola, que gostava de vestir a camisa 7 no "Time da Boda" (Brasil F.C.), agremiação sediada no Bairro da Reta, da minha terra natal.

Que fim levou o meu amigo Tarzan, torcedor botafoguense, carregador de fretes que, sem saber ler as legendas dos filmes americanos reproduzidos nas telas dos cinemas da minha terra natal, vivia a repetir os sons da fala humana a quem mais quisesse aprender a falar inglês?

- "Relemenche, menche ó!"

- "Matche claine, claine ó rer!"

- “Ráu ari ulll? Mai neime is Rock Lane, guéu!”

- "Relemenche, menche ó!"

Eita que esse time só me dá alegrias!

- “Bo-ta-fo-go... Fogoooo... Fogooo!”

 

Nicanor Passos
  RES: O TARZAN BOTAFOGUENSE DA MINHA TERRA NATAL

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Nilton Santos


Em 02/03/2021 às 10:51 
 

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Correção: Torcida do Botafogo ...=> e não botafogo

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elramo
  RES: O TARZAN BOTAFOGUENSE DA MINHA TERRA NATAL

Desde o início • 12+ anos de CANAL
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Garrincha


Em 02/03/2021 às 12:16 
 

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Du cacete!!!! Muito bom. Suas narrativas são sensacionais... Tem sido bons momentos de deleite em meus dias...

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cadu
  RE: O TARZAN BOTAFOGUENSE DA MINHA TERRA NATAL

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Garrincha


Em 02/03/2021 às 22:36 
 

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Excelente crônica!

Sobre o Tarzan chefe da Torcida Organizada do Botafogo: morei em Belo Horizonte de agosto de 1989 a junho de 1992. 

Sempre que podia, pegava um ônibus na sexta à noite para o Rio, voltando na noite de domingo à BH. Eram duas as empresas que faziam o trajeto: a UTIL, de Juiz de Fora, e a Cometa, com seus belos ônibus com carroceria de alumínio no melhor design americano dos anos 50 e poltronas vermelhas de couro legítimo.

Preferia viajar pela Cometa por causa das poltronas de couro, sempre limpas e cheirosas. Nos finais de semana prolongados, as empresas punham carros extras, com horários diferenciados por um minuto (23h58; 23h59, etc.) que saíam em comboio. Nas duas paradas no caminho, todos os que estavam na plataforma de embarque na rodoviária voltavam a se encontrar, se descessem dos ônibus para ir ao banheiro, tomar um café com pão de queijo ou apenas para dar uma 'esticada' no corpo.

E foi assim que conversei com o Tarzan, na parada do ônibus em Cristiano Otoni, no trajeto BH - Rio. Nessa época, ele já estava de volta a Belo Horizonte, onde fazia protestos contra políticos com cartazes fixados a cavaletes na calçada da Praça Sete de Setembro, a confluência da Avenida Afonso Pena com a Amazonas, Centro de BH, marco zero da cidade e onde está erguido o famoso obelisco em homenagem ao Centenário da Independência, conhecido como o "pirulito da Praça Sete".

Com certo receio, abordei o Tarzan, que estava no outro ônibus do comboio da Cometa e tomava café no balcão da lanchonete. Me identifiquei como botafoguense e disse que, quando criança, muitas vezes ficava na arquibancada bem ao lado da TOB (sigla da torcida). Lembramos do megafone que ele usava para comandar os coros, das lindas e enormes bandeiras oficiais - eram dez ou onze - e do respeito que havia entre torcedores rivais. Na época, o Tarzan ia até o centro da arquibancada para cumprimentar e trocar flâmulas com o representante da torcida visitante. Tempos elegantes em que o respeito, a cortesia e a boa educação ainda predominavam.

Ele contou que voltou a BH, sua terra natal, e nunca mais quis saber do Botafogo, decepcionado com o tratamento que recebera certa vez de dirigentes do clube, sem citar nomes. Não me explicou porque fazia os tais protextos na Praça Sete, mas sei que ele tinha alguma função na Cãmara de Vereadores ou foi vereador em BH. 

Nostálgicos, nos despedimos com a promessa de continuar o papo na parada seguinte, mas não o encontrei mais.

Otacílio Batista do Nasciemnto era o nome de batismo do saudoso Tarzan, torcedor-símbolo dos tempos de supremacia do Botafogo com todos os seus rivais. 

Em 1990, soube da sua morte em um acidente de trânsito pelos jornais. Acho que estava em campanha como candidato a deputado estadual de MG. 

 

 



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cadu
  RES: O TARZAN BOTAFOGUENSE DA MINHA TERRA NATAL

Desde o início • 12+ anos de CANAL
Rio de Janeiro/RJ

Garrincha


Em 02/03/2021 às 22:40 
 

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cadu disse:

Errata: * protestos, em vez de protextos.


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   tô na área, se derrubar é penalti e sou amigo do juiz...

jackson

Desde 05/2012 • 9 anos de CANAL
RJ

Nilton Santos


Em 06/03/2021 às 20:57
 

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jackson

Desde 05/2012 • 9 anos de CANAL
RJ

Nilton Santos


Em 06/03/2021 às 20:57
 

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jorgeluiz

Desde 05/2008 • 13 anos de CANAL
Brasilia/DF

Garrincha


Em 07/06/2021 às 19:27
 

BY ELRAMO......

 

O projeto da S/A está caminhando. Ainda neste mês terá uma assembléia de sócios proprietários para referendar a proposta. É exigência estatutária.

Ainda não se descartou a possibilidade da contratação de um meia. Mas, não será para agora...

O nivel do futebol brasileiro é péssimo, bem baixo, mas o time do Botafogo está começando a mostrar um futebol mais consistente, ainda que não vistoso. Parece que está chegando a um patamar bem razoável para disputar a Série B, com boas chances de subir.

O Chamusca tem o grupo nas mãos. 

O Sub-20 está na final da Copa do Brasil e tem alguns bons valores. Nenhum fora de série (além do Matheus Nascimento), mas conta com boas promessas para o futuro.

O CEO vem fazendo um trabalho bem interessante, apesar do bociote de algumas figuras históricas do clube. O processo de profissionalização do clube está andando.  

Sócio-torcedor sendo reformulado, para melhorar a relação com a torcida. Fundamental para o futuro do clube.

O Nilton Santos passará por pequenas reformas para a Copa América, bancadas pela Comebol. Os gramados, tanto do campo principal quanto do anexo (onde o time treina), terão um tratamento especial.

O sonhado CT ainda está longe, mas já se deu os primeiros passos para retomar o diálogo com quem financiou.

Há previsão de que o novo telão e a esteira de led deverão estar em funcionamento quando da volta da torcida ao Nilton Santos. 

Continuo otimista com o futuro do Botafogo, apesar do clube estar num buraco sem fundo e às vezes passar a impressão de que está morto. Afinal, além de ser o mais tradicional e ter história rica, com seus quatro mihões de torcedores, é um ativo interessante para possiveis investidores.

O Botafogo é FODA!  





   tô na área, se derrubar é penalti e sou amigo do juiz...

 
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