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  Leitura de jogo

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Garrincha


Em 10/06/2020 às 11:19

6.5 - LEITURA DE JOGO, CRIAÇÃO E EXPLORAÇÃO DE ESPAÇOS

Quando falamos de leitura de jogo é como se tivéssemos fazendo uma escalada e observarmos qual o apoio para firmarmos nosso pé e darmos o passo seguinte na caminhada.

Aqui, a equipe técnica que está na arquibancada vendo o jogo, tem uma visão privilegiada e deve informar ao treinador de campo, através do instrumental de comunicação apropriado, sobre o que está vendo e onde se formam os buracos na retaguarda do adversário, bem como as do seu time, para que sejam preenchidas.

O objetivo de qualquer time é fazer gols e os mesmos só são assinalados, através de finalizações e estas somente são possíveis se os eventuais finalizadores tiverem espaço para tal.

Assim sendo, partimos da constatação de que devemos encontrar espaços e estatisticamente de que quem mais finaliza, normalmente, marca mais gols e essa dinâmica deve ser praticada de forma inteligente e oportunista.

E o que leva a ter este espaço disponível?

Ações concatenadas através de jogadas ensaiadas, que tragam superioridade numérica, pois elas quebram a linha defensiva do adversário.

Então a postura defensiva do adversário, mostra seus pontos de grande resistência e os débeis, onde exatamente e como, devemos efetuar ações que nos tragam essa superioridade numérica, criando espaços para outras jogadas de avanço, e assim até aquele que forneça a possibilidade com porcentual alto de expectativa alto para marcação de gols.

 

6-6 - MUDANÇA DE SISTEMÁTICA DE JOGO

A maioria dos treinadores, diante da necessidade de modificar seu sistema de jogo, utiliza o expediente de substituição.

Isso muitas vezes é necessário, como no caso de expulsões, principalmente se a mesma ocorrer no setor defensivo, tirando um atacante e colocando um zagueiro para restabelecer a sua capacidade defensiva.

A importância de se ter dois ou três jogadores na equipe, que tanto tenham bom desempenho, em pelo menos duas entre as funções defensivas, de criação e ofensivas é de extrema relevância, pois nesse caso, podemos mudar esquemas sem necessariamente substituir, exceto no caso dos goleiros, mas pelo menos um dos jogadores titulares deve ser capaz de jogar como goleiro, pois desafortunadamente, pode ser que por contusões e/ou expulsões dos dois goleiros, isso se torne necessário.

E aí está o segundo experiente a ser utilizado, que é a mudança de função em campo desses jogadores versáteis.

 Vamos supor que um time que atue num 433 tenha um zagueiro expulso.

 

 

 No pensamento da maioria dos técnicos, ele  retiraria um atacante e colocaríamos em campo o reserva imediato do zagueiro titular, estabelecendo o sistema 432, mas com evidente perda de qualidade, pois teremos alguém na zaga vaga, alguém com patamar técnico inferior e evidente perda de força ofensiva e aí as ações em campo passam a considerar o resultado do placar nesse momento e se o mesmo for favorável, qualquer ganho de tempo, girando a bola e jogando com um patamar mais elevado de segurança, ou seja, arriscando menos, deve ser considerado

 

 

 

 

Se você tem um volante que jogue bem de zagueiro, basta o trazer para essa posição, um dos meias para ser o volante e um dos atacantes para recompor o meio de campo e aqui podemos adotar também um 432.

 

 

 Ou optar um 3132, que pode ser uma distribuição mais adequada para atender a leitura de jogo nesse momento da partida, pois ofensivamente, ao contrário do primeiro expediente que restringia a ação ofensiva a um máximo de 5 jogadores e nessa segunda formação do segundo experiente, uma ação ofensiva com 6 jogadores, que certamente é a esquematização para o caso de placar adverso ou mesmo empatado.

 

 

O que deve ficar bem claro é que mudanças de esquemas de jogo podem e na maioria dos casos deve ser efetuado, não com substituições, mas com mudanças ou troca de funções, como a já citada que ocorreu entre o Gérson e o Clodoaldo na Copa do Mundo de 1970, com total sucesso.

Eu diria que a introdução da permissão para fazer substituição, trouxe uma justiça quanto a não se ter uma superioridade numérica acidental, mas por outro lado, se não extinguiu a capacidade de visualização lógica do jogo, a restringiu bastante e colocou os estrategistas com bola rolando em extinção.

 

 



LUIZ SERGIO CUNHA

 
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