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  Marcação individual - continuação

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Blumenau/SC

Garrincha


Em 01/02/2021 às 11:10

Algumas condutas são fundamentais no exercício da marcação individual:

- POSTURA: o corpo deve se posicionar com o quadril um pouco abaixado, para que possa executar o movimento rotatório da cintura de forma mais ampla possível e jamais ficar de frente para a bola, pois se for driblado não terá como se recuperar no lance, mas sempre se posicionar de lado para a bola, pois assim sempre poderá acompanhar o drible e até encurtar a distância num segundo momento.

O conhecimento se o seu adversário é destro ou canhoto e seus dribles característicos é muito importante e no caso de adversários ambidestros, sempre se preparar para o drible para cima do seu pé de apoio.

O posicionamento do marcador deve sempre considerar com que pé o adversário está dominando a bola e se posicionar de acordo com a postura dele, de modo que possa acompanhar o drible e não ser ultrapassado, pois se isso ocorrer, além de lhe dar espaço, concede ao adversário uma vantagem numérica e 80% dos gols marcados, apontam uma desvantagem numérica do sistema defensivo nesse momento.

- BOTE: o bote é uma faca de dois gumes e só deve ser aplicado na certeza de que se terá sucesso, pois se for driblado, não será possível recuperação e colocará o sistema defensivo irremediavelmente batido diante da vantagem numérica que o adversário obterá e quase que com certeza sofrerá gol. 

O bote é sempre uma ação arriscada e jamais deverá ser dado em contra-ataques do adversário, pois a falha do mesmo nessa situação, fará com que a vantagem numérica do adversário seja colossal e o aconselhável e só o executar na certeza que seu setor defensivo está perfeitamente postado.

O bote deve ser dado a uma certa distância, porém dentro da área de ação que permita o defensor ser bem sucedido e no momento em que o adversário não estiver em contato com a bola.

Na realidade todo e qualquer momento que o adversário estiver com o domínio da bola e a mesma em contato com o seu pé, é crítico para o marcador.

- ANTECIPAÇÃO: para ser efetuada de forma bem-sucedida, necessita mediante o desenho do lance, se ter a percepção por inteiro do mesmo e a consciência de que é um risco enorme a efetuar e não ser bem sucedido, pois se passar da bola ou o adversário com o corpo o tirar da trajetória, impedindo que você faça o desarme, proporcionará uma situação magnífica de vantagem numérica para ele.

Para a executar, você tem que estar ligado em quem está marcando e no adversário que está com a bola e se movimentar para sua execução no momento em que perceber que o passe será dado e se colocar em vantagem em relação a quem está marcando.

Jamais se permita ficar colado a esse atacante e quando ele jogar as suas costas sob seu peito e sentir que se apoiou no mesmo, levante os braços e se movimente rapidamente dois ou três passos para trás, pois ele perderá o equilíbrio, cairá e a arbitragem verá que foi uma cavada de falta e até cartão amarelo por simulação lhe dará, sem contar que o adversário sabendo que tem esse recurso técnico de marcação, não irá tentar novamente, com receio de um segundo cartão amarelo.

Assim, tem que estar ligado não só em quem está marcando, mas também em quem está com a bola e quando perceber que o passe será dado, você tem que se postar em situação de vantagem sobre o seu adversário, de modo que chegue na bola na antes dele.

- INDUÇÃO: é uma ferramenta muito utilizada para diminuir a velocidade de contra-ataques do adversário e com malandragem ir lhe conduzindo, sem que ele perceba, para as laterais do campo, ganhando tempo para que seu sistema defensivo se recomponha, além de restringir ao adversário ao passe lateral e jamais o vertical e em último caso, se perceber que a probabilidade do adversário marcar gol é muito elevada, o jeito é aplicar a falta tática e a menos arriscada de todas é a obstrução, pois não se caracteriza pela violência.

O falso bote deve ser aplicado uma e até duas vezes, pois o objetivo é tirar a velocidade do contra-ataque do adversário e permitir o restabelecimento de seu sistema defensivo.

Essa técnica é imperativa a quem joga, principalmente de volante e dos laterais.

- FALTA TÁTICA: essa prática, muitas vezes se impõe e deve ser praticada sem violência nas situações de grande perigo que são comuns nos jogos, num contexto de lance para cartão amarelo e não vermelho, pois é melhor a punição que não seja excludente do jogo para não dar vantagem numérica ao adversário e nem eminência de gol.

No caso de já ter tomado um cartão amarelo e o segundo ser excludente, essa não é uma boa solução, a não ser que impeça por contra do gol a ser tomado uma vantagem no placar para o adversário ou alcançar um empate ruim para a equipe, Se a vantagem no placar é de 3 ou mais gols, restar pouco tempo de jogo e o próximo adversário for menos qualificado é plausível tomar o segundo cartão amarelo e ser expulso.

É necessário que se tenha conhecimento prévio e consciência desse tipo de situação, bem como considerar que o próximo adversário seja de boa qualidade e não desfalcar o time com uma expulsão para o próximo compromisso.

Essas coisas têm que ser expostas na preleção, que se faz nas noites de concentração ou até mesmo no vestiário, antes do jogo.



LUIZ SERGIO CUNHA

 
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