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  principais dribles - continuação

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Garrincha


Em 02/11/2020 às 17:46

B.5.1.5- PONTEIROS E/OU ATACANTES PELOS FLANCOS

Os dribles dos ponteiros ou atacantes de flancos, como hoje são chamados devem ser executados associados à velocidade.

Normalmente ocorrem em situações de enfrentamentos diretos e exigem que esses atacantes sejam voluntariosos e têm a seu favor que qualquer falta praticada para o impedir, vai ser ou parecer tão violenta que seu executor normalmente recebe pelo menos um carão amarelo

Destaco os seguintes:

a) Falso chute: consiste em ameaçar chutar e com a sola da frente do pé, direcionar a bola para o lado adequado e fazer a ultrapassagem no seu marcador e tanto pode ser em direção a linha de fundo como na diagonal em direção a área.

b) La croquete: consiste em conduzir a bola com o lado interno do pé (chapa), a passando para o outro pé e fazendo a ultrapassagem no marcador

c) Gingado: esperar a bola praticamente parar e gingar o corpo para um lado e quando o marcador vier com a cintura para esse mesmo lado, explodir em velocidade para o outro lado, na direção onde se apoia o pé do adversário, não dando chance ao marcador de o acompanhar

 

B.5.1.6 – CENTROAVANTES

Como essa posição requer que se jogue sempre sob marcação dupla e na maioria das vezes de costas para o gol, possui suas necessidades imperativas, como a de sempre driblar o adversário para o lado oposto do outro zagueiro que está na cobertura, a não ser que tenha espaço para o driblar na sequência ou que seu drible suplante os dois de uma vez só.

Aqueles que penso ser os principais, seriam:

- Em posição de costas para o gol

a) Giro: fazer o movimento para induzir que irá para o lado da cobertura do outro zagueiro e girar para o lado que tenha espaço para em seguida finalizar, o que significa que tem que ser executado para o lado que não esteja a cobertura.

b) Dois toques: se afasta rápido da marcação colada, abrindo um espaço que lhe permitirá se colocar de frente e com o domínio da bola e aí escolher o lado para dar um toque na bola e a deixar em posição adequada para finalização.

- Em confronto frente a frente

a) Zig-zag: quando se arranca para o gol e tendo a lhe acompanhar um dos zagueiros, com este um pouco a frente e aí vai como os lados do pé alternando o direcionamento da bola sempre para o lado do pé de apoio do zagueiro, até chegar na árae e na posição de finalização

b) De calcanhar: quando ocorre uma situação de estar correndo emparelhado com o zagueiro e na entrada da área, ao invés de tocar mais uma vez na direção qe está indo. Dá uma parada e simultaneamente com o calcanhar passa a bola por trás de seu outro pé e se livra da marcação, ficando cara a cara com o goleiro

c) Elástico: consiste em com o lado interno do pé dar uma escovada sob a bola para o lado do outro pé e de imediato. Já com o lado externo do pé, trazer a bola na direção lateral a desse pé. É um drible curto que se aplica num enfrentamento frente a frente e praticamente com a bola parada e sob domínio.

- Em confronto com o goleiro

a) Com distanciamento: o melhor a se fazer é o drible para um lado com abertura que não lhe permita abafar a finalização

b) Sem distanciamento:  na maioria das vezes o drible de pentear a bola com o lado interno do pé, o leva para este lado e com o lado externo do e. em seguida cria o espaço para finalizar até mesmo numa “cavadinha”.

No futebol não há dribles específicos e todos podem ser aplicados por jogadores de qualquer posição, embora exista os recomendados por cada posição, pois esses são recorrentes.

Três dribles, no entanto são clássicos de bela plasticidade e meio que desmoralizante, pois diminuem o grau de confiança de quem os leva e falo da bola entre as pernas, que chamamos de “caneta”, a cobertura que é chamada de “lençol” e a que consiste com a utilização das duas pernas e a bola na sua retaguarda, a captar entre os pés e a fazer efetuar um arco sobre o adversário que está na sua frente, a qual é chamada de “lambreta ou carretel”. As duas primeiras são de fácil execução desde que se tenha total domínio do tempo da bola no lance, mas já a terceira requer além desse domínio de tempo, requer alto teor de habilidade.

Como o futebol é coletivo, a opção de tocar num companheiro e receber a bola na frente, traz a mesma vantagem e por vezes até maior e por isto eu costumo dizer que o drible é uma ação de “extrema unção”, ou seja, deve ser aplicado como quando passa a ser a única opção de jogo em determinados lances

 

 

B.6 - FINALIZAÇÕES



LUIZ SERGIO CUNHA

 
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