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  Vantagem e desvantagem numérica

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Blumenau/SC

Garrincha


Em 15/06/2020 às 09:24

6.7- VANTAGEM E DESVANTAGEM NUMÉRICA

Há partidas em que se fica com jogadores a mais por motivo de expulsão e também as que se fica com menos.

Há expulsões que são justificáveis e outras que deveriam ser evitadas e até algumas provocadas.

Como expulsão justificada, cito a do Luiz Suarez, excelente centroavante uruguaio que na Copa do Mundo de 2014, com o jogo empatado, no último minuto dos descontos da prorrogação na partida contra Gana, cometeu propositalmente uma penalidade máxima, salvando com um desvio de mão, a trajetória da bola para dentro do gol uruguaio e foi justamente expulso como determina a regra. Não restava outra coisa a fazer, pois o jogo era eliminatório e a celeste voltaria para casa.

Eis que o jogador de Gana perdeu a penalidade máxima e assim o jogo foi para a disputa de penalidades máximas e o Uruguai acabou vencendo e eliminando Gana.

Isto gerou uma discussão sobre ética, mas o fato é que sua ação foi perfeitamente legal.

Quando se tem uma desvantagem numérica e vamos raciocinar como sendo de apenas um jogador, a primeira coisa a fazer é ver se é preciso fazer uma substituição ou a versatilidade dos que estão em campo, pode suprir esse desconforto e garantir um patamar de menor de risco, efetuando mudanças de funções e caso não seja isso possível, aí sim ser necessário fazer a substituição, a qual já deve estar prevista nos planos de jogo.

Também a forma de jogar vai depender se o resultado está favorável e aí trabalhar a bola a fazendo circular e operar trocas de passes seguros, para o tempo passar é o indicado, mas se o placar não é favorável, uma ação surpresa deve ser posta em prática e uma delas é nas aproximações da área, cavar faltas ou escanteios, pois as chances de um gol de bola parada, são mais acentuadas do que de bola corrida nestas circunstâncias.

 

Casos há também de forçar o terceiro cartão amarelo, que não ocasiona expulsão nessa partida, mas o impedimento de participação em uma próxima contra um adversário mais fraco e que ainda zera os cartões para os jogos seguintes, prática muito usada e eu vejo de forma interessante que o terceiro cartão amarela, suspenda o infrator por dois jogos e não apenas um, como ocorre atualmente e o vermelho por 3.

Na PARTE 18, quando iremos fazer uma análise de confrontos entre alguns esquemas, vamos também simular situações de vantagem e desvantagem numéricas.

 

6.8 – SUBSTITUIÇÕES

Saber substituir requer não só consciência do que se passa em campo e possibilidades de reverter situações adversas, manter e /ou ampliar as condições favoráveis.

Muitas vezes simples redistribuições de tarefas resolvem uma ou outra situação, mas em outras é necessário a troca de elementos e o ganho a ser introduzido depende do potencial e versatilidade daqueles que compõem o seu banco de reservas, que já deve ser escolhido com abundância de possibilidades e considerando os pontos fortes e fracos do adversário.

Há substituições adequadas para placares desfavoráveis, outros para favoráveis e outros do tipo ela por ela, quase sempre devidas a contusões e outras ainda para ir dando experiência aos jovens da base.

Muitas vezes a substituição se faz necessária por conta de alguém estar num mau dia, contundido ou sob risco de expulsão.

Outras porque há necessidade de se mudar a esquematização de jogo e para isto uma e às vezes até duas substituições se fazem necessárias.

Substituir é uma prorrogativa de consertar erros de estratégias ou acidentes de jogo e um bom técnico tem que ter sensibilidade para perceber a tempo os pontos fracos de sua equipe que estão ocorrendo em campo, os fortalecendo antes que o adversário os explore.

 



LUIZ SERGIO CUNHA

 
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